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José Antonio

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Cajazeiras perde forças?

11/11/2016 às 15h49

No inicio dos anos setenta escrevi para o jornal Tribuna da Paraíba, editado em Cajazeiras, que teve vida efêmera, uma série de artigos com o titulo “Cajazeiras, cidade do já teve”, que não agradaram o prefeito da época, o meu prezado amigo Francisco Matias Rolim, que na minha humilde opinião, foi o maior prefeito de todos os tempos de Cajazeiras e que a História Política e Administrativa, quando um dia for escrita, vai comprovar o que eu estou dizendo. Basta citar um único fato: a modernidade chega a nossa cidade através da garra e da visão deste cidadão, que ama esta cidade acima de tudo.

Naquela época nós perdíamos dois importantes equipamentos: as linhas aéreas e o trem e no setor de educação as Irmãs Dorotéias e os Padres Salesianos, que entregavam as direções dos Colégios Nossa Senhora de Lourdes e Padre Rolim fatos que considero como uma perda irreparável para o ensino de Cajazeiras. No setor comercial foi fechada a concessionária Chevrolet. Na agricultura a “praga do bicudo” acabou com a produção de algodão, nossa principal força econômica e provocou uma ruptura ainda hoje não sanada na economia do município.

Isto é passado, mas infelizmente não tem sido fácil, nem vislumbro, num futuro próximo, a construção de um debate sobre as potencialidades de nosso município. Algumas iniciativas foram tomadas, a exemplo do MAC – Movimento dos Amigos de Cajazeiras, mas os espaços de viabilidades em favor de nossas pretensões, embora exista muita boa vontade, têm sido pequenos.

Parte de nossas lideranças não tem demonstrado decisão política, comprometimento e criatividade para reverter o fosso econômico, no sentido de diminuir as desigualdades sociais históricas e a falta de uma discussão contemporânea as aprofundam ainda mais. Quem salva as finanças do município são os repasses do FPM e do ICMS estadual.

Cajazeiras tem sido forte no setor de serviços, principalmente na área de educação, mas necessário se faz de entrarmos em novos nichos, mas nos tem faltado incentivos, união política, geração de envolvimento e talvez a falta de talentos e de agentes políticos com visão futurista.

Não temos feito mais do que o trivial feijão com arroz: calçar ruas, reformar praças, construir postos de saúde e outras obras não muito representativas.  Não temos visto um programa arrojado de combate ao analfabetismo, principalmente entre os jovens na idade de ingressar no mercado de trabalho, porque só nesta faixa temos 10.700 analfabetos (na cidade que ensinou a Paraíba a ler?), além de uma política pública arrojada de habitação popular e de criação e geração de emprego e renda.

Esta cidade já deu um exemplo nunca visto em cidade nenhuma da Paraíba, quando todos se uniram em defesa do Curso de Medicina. Lembram que até o Presidente Lula e o Vice José Alencar receberam em seus gabinetes filhos de Cajazeiras defendendo a idéia? Lembram que numa mesma mesa, em Brasília, se sentaram deputados, senadores e o governador do estado, todos de diferentes partidos para dizer ao Ministro da Educação que queríamos o curso de medicina?

Neste momento precisamos nos unir em torno da criação da UNIVERSIDADE FEDERAL DO SERTÃO, antes que outro município a conquiste, porque a política do governo federal é pela expansão do Ensino Universitário e já deu demonstração clara ao criar Brasil afora  e ali vai injetar milhões de reais e contratar centenas de professores e funcionários, criar novos Campi e novos cursos.

Estariam faltando: União? Envolvimento? Movimento? Contestação? Motivação?  Compromisso com o povo? Homens públicos comprometidos com a cidade para que haja engajamento para novas lutas em defesa desta terra que tanto queremos bem?

Estamos perdendo forças? Basta passar os olhos sobre a nossa posição, que antes era a 5ª, e vê em que colocação está hoje em recolhimento de ICMS no estado.

Devemos levar em conta o esforço da prefeita da cidade, Dra. Denise Oliveira,  para retirar o nome de Cajazeiras da inadimplência, mas em vão. O município se tornando adimplente e com o novo parcelamento das dividas do IPAM , abrem-se os caminhos para que grandes obras, com recursos federais, sejam implementadas no município.

Raimundo Lira, com a renúncia de Vital do Rego, assumiu o senado federal e vem ajudando o município de Cajazeiras, em alguns setores, mas se acha impedido de ajudar muito mais em função de nosso impedimento junto ao CAUC de recursos federais.

Ah minha querida Cajazeiras como eu gostaria de te vê em patamares bem mais elevados!

José Antonio

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Contato: altopiranhas@uol.com.br

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