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José Antonio

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Fatos e datas da Diocese de Cajazeiras

10/07/2015 às 23h03

Por José Antônio

Quando o primeiro bispo de Cajazeiras, Dom Moisés Coelho, tomou posse no ano de 1915, deparou-se com uma grande seca; cem anos depois o mesmo fenômeno aconteceu, com uma diferença: em 1915 havia muita fome e foi necessária a sua intervenção junto ao governo federal para a construção do Açude Grande e foram empregados 300 “cassacos” flagelados da seca. Cem anos depois a realidade é outra, muito embora ainda existam mazelas sociais tão mais graves do que as de 1915.

O Brasão da Diocese de Cajazeiras, visto na parte superior do Monumento do Centenário, tem a seguinte descrição: ESCUDO – “campo azul, uma cruz de prata, saindo do seu pé quatro hastes de mandacaru do mesmo metal. Sobre o centro da cruz, um coração vermelho flamejante, traspassado em barra por uma espada de prata guarnecida de ouro. Do ferimento, escorre uma gota de sangue, situada sobre a haste inferior da cruz. INSIGNIAS: mitra dourada, ostentando, no centro da sua fronte, uma cruzeta de prata, ladeada por cruz processional e báculo, ambas de ouro”. Chama a atenção as hastes de mandacaru, “que lembram as vicissitudes econômicas e ambientais como aspecto próprio da região onde está encravada a diocese”. 

Dos sete bispos da Diocese o que passou mais tempo foi Dom Zacarias Rolim de Moura, 1953/1990, seu profícuo apostolado durou 37 anos, seguido de Dom Moisés Coelho, com 17 anos 1915/1932. Dom José Gonzalez, assumiu em 2001 e está completando 15 anos, espanhol de nascimento, naturalizado brasileiro e cidadão cajazeirense, seguido do atual bispo emérito de Natal Dom Matias Patrício de Macedo, que passou 10 anos em Cajazeiras, de 1990/2000, e dos sete é o único ex-bispo de Cajazeiras que nos dá alegria de sua vida, natural de Santana do Mato, Rio Grande do Norte. 

Dom João da Mata, pernambucano da cidade de Alto do São Francisco passou entre nós sete anos, de 1934 a 1941. Dom Luís do Amaral Mousinho, também pernambucano da cidade de Timbaúba fez o seu apostolado durante quatro anos, de 1948/1952 e o que menos pontificou foi o rio-grandense do sul, da cidade de Flores da Cunha, Dom Henrique Gelain, passou apenas três anos, de 1945/1948, não se adaptou ao forte calor dos sertões nordestinos e foi transferido para a cidade de Vacaria-RS.

Durante estes 100 anos a diocese passou cerca de seis sem um bispo e administrada por Vigários Capitulares e o mais longo período foi com a transferência de Dom João da Mata, ocorrida em 1941, até a nomeação de Dom Gelain, em 1945, uma vacância de quatro anos. Com a nomeação de Dom Moisés para a Diocese de João Pessoa, a Santa Sé passou dois anos para nomear Dom João da Mata e mais recentemente com a transferência de Dom Matias para a diocese de Campina Grande em 2000, Dom José só tomou posse em 2001 e neste período quem ficou como Administrador Diocesano foi o Padre Antonio Luis do Nascimento. 

Os padres mais antigos da Diocese são Raimundo Honório Rolim (Emérito), ordenado em 1959; Monsenhor Gervásio Fernandes Queiroga (Emérito), ordenado em 1961 e Antonio Luis do Nascimento, ordenado em 1965 e é o atual Chanceler do Governo Diocesano.

As paróquias mais antigas da diocese são: Nossa Senhora do Bonsucesso de Pombal, criada em 04 de maio de 1772; Nossa Senhora dos Remédios, em Sousa, fundada em 30 de março de 1799; São Jose de Piranhas de Cima, que pertencia ao município de Sousa, hoje São José de Piranhas, criada pela Lei nº 13 de 10 de novembro de 1840; Nossa Senhora da Piedade, Cajazeiras, criada em 29 de agosto de 1859; Nossa Senhora da Conceição, Itaporanga, criada em 11 de julho de 1860 e a de Nossa Senhora do Rosário de São João do Rio do Peixe, criada em 22 de setembro de 1863, em cuja capela foi batizado o Padre Rolim. 

As efemérides da diocese de Cajazeiras não se findam por aqui, voltarei a escrever sobre este assunto.

José Antonio

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Contato: altopiranhas@uol.com.br

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