Maria do Carmo
Maria do Carmo - profmariadocarmosantana@gmail.com

Professora da Rede Estadual de Ensino em Cajazeiras. Licenciatura em Letras pela UFCG CAMPUS Cajazeiras e pós-graduação em psicopedagogia pela FIP.

19/04/2017 às 17h01

A natureza precisa ser vista com bons olhos

A desinformação e a falta de conscientização dos habitantes do planeta terra influenciaram negativamente nos maus hábitos dos mesmos causando a crise ambiental.  Quando a ciência comprovou que as mudanças climáticas, o desequilíbrio no ecossistema, os buracos na camada de ozônio representavam  fortes ameaças para a vida na terra,  aconteceu o despertar para a preservação dos recursos naturais.

Mesmo  com a divulgação da ideia   de que preservar a natureza é preservar a vida na terra, ainda falta muito entendimento da população em defesa da causa visto que desde de uma   uma simples  prática rotineira  podem acontecer  grandes contribuições de preservação ambiental e a  salvação de futuras vidas no planeta. A ênfase atribuída aos biomas brasileiros chama atenção do povo brasileiro para um  conjunto do ecossistema  que apresenta uma grande biodiversidade de fauna e flora ameaçada no país.

O Bioma  Amazonas, maior Bioma Brasileiro, o Bioma Cerrado, no sertão nordestino, o Bioma Caatinga com a vegetação arbustiva e cactos, o Bioma Mata Atlântica,  Bioma Pantanal de clima predominantemente tropical continental; forte e por fim, o Bioma Pampa.  Todos estes biomas brasileiros apresentam um conjunto de plantas resultante do ciclo da existência que por sua vez contribui para as características climáticas de cada região.

O impacto ambiental vem sendo a grande ameaça para a destruição e extinção destes biomas e consequentemente o desequilíbrio do ecossistema. Ações como: o desmatamento, a garimpagem, o agro pastoreio, os assentamentos humanos, a disputa de terras, a caça e a pesca ilegais, a falta de fiscalização, a agro pecuária, as carvoarias, a ocupação urbana, a desaguação do solo e o contrabando de plantas e animais silvestres são fatores que contribuem  para a desertificação de grandes áreas e uma forte ameaça para o ecossistema.O desmatamento das florestas  causa a perda da biodiversidade,  a degradação dos mananciais, aterramento de rios e lagos, redução do regime  de chuvas, redução na umidade relativa do ar, aumento do efeito estufa, comprometimento da qualidade da água, desertificação e desfertilização do solo.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a destruição  da natureza causa prejuízos anuais de até 8 trilhões de reais. O montante desperdiçado equivale a mais de 10% do valor do que a natureza gera para a humanidade. Os serviços de água potável, solo fértil e outros recursos naturais rendem 79 trilhões de reais por ano se o ritmo de devastação não diminuir em 40 anos o prejuízo anual pode chegar a 7% da riqueza produzida no planeta pouco mais de 31 trilhões de reais (ver Revista Mundo Estranho artigo de Pedro Proença).

Não obstante, o homem precisa usar as riquezas naturais para garantir a sobrevivência e também impulsionar o progresso do país, diga-se de passagem, se tudo fosse bem equilibrado haveria um salto na economia do país sem prejuízos ecológicos. O fato é que os potencias naturais são utilizados desordenadamente sem nenhum controle.  Ademais, nem sempre o benefício é para o próprio homem, uma vez que há concentração das riquezas naturais está nas mãos de poucos que não têm o compromisso de implantar as culturas de reposição do que foi extraído.

Diante desta realidade abrangente, o comportamento da população das comunidades rurais e  urbanas que podem contribuir positivamente na preservação do meio ambiente. A reutilização de vasilhames de tintas vazios e sacolas de embalagens nas quais serão selecionados o lixo (não reutilizado),noutro recipiente, embalagens vazias(frasco, latas etc), e os restos de comidas em outro recipiente é uma das formas de coleta seletiva  do lixo caseiro de forma econômica.

No ato de seleção do lixo, implicitamente está presente o grande gesto humano e de colaboração com as pessoas que moram nos lixões e sobrevivem do trabalho de separar materiais para a reciclagem e reutilização, significa também a conscientização  para  a implantação da cultura do reaproveitamento e contenção de despesas domésticas através dos consertos dos objetos tornando os mesmos  utilitário  o que poderia  atitudes como estas traduzem uma nova visão de se viver bem respeitando   a natureza  e o espaço onde se mora.

A água, líquido precioso essencial para a vida também merece um repensar ao lidar com a mesma. A torneira ligada no momento da escovação dos dentes, durante o uso do sabonete no corpo, ao fazer a barba e ao ensaboar a louça consiste no  desperdício de muitos litros de água,  corrigir esta prática é uma questão urgente. Talvez seja cômodo lavar o carro ou moto com uma mangueira, mas com a utilização do balde além de economizar a água os resultados relacionado a higiene do veículo são mais eficazes e representa economia no bolso na conta do consumo da água no final do mês.

Em sítios e chácaras a criatividade prevalece quando  as águas que escorrem dos esgotos dos lavatórios de louça e dos chuveiros durante o banho reaproveitadas para a irrigar hortas e pomares como também a água que sobra na máquina de lavar roupa é excelente para  ser reutilizada na lavagem de terraços e nas descargas dos banheiros uma vez que contém produtos de limpeza na mesma acontecendo o duplo reaproveitamento.

No entanto o despertar para a realidade que nos rodeia é fundamental. Como anda a rede de esgoto do bairro? Como é a situação do lixão da cidade? Como funcionam as extensas áreas destinadas aos aterros sanitários. Os lixões sem tratamento podem levar a contaminação dos lençóis freáticos, das águas dos rios e lagos através do chorume e outras substâncias tóxicas proveniente da degradação do lixo Será que os lixões possuem filtros e os mesmos são ajustados caso contrário pode liberar grandes quantidades de poluentes no ar. É cada um fazer a sua parte, isto é conscientização só falar não resolve o problema é preciso agir.

Professora Maria do Carmo de Santana

Cajazeiras  – Abril de 2017