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Vida e carnaval. Tudo é só festa?

24/02/2017 às 17h10

A vida é mesmo um carnaval. Nem pensavam os povos da Babilônia, Mesopotâmia e  da Grécia,  que tal festa com movimentos extravagantes, mudanças de costumes e  quebra de regras sociais  inventada para comemorar a chegada do inverno, a colheita ou exaltar deuses, até mesmo na Itália a superação do jejum vivido na quaresma, tinha tamanha semelhança com a dinâmica da vida humana.

O carnaval é uma festa de muita alegria em meio à multidão, quantos foliões de vida sofrida deixam de lado as tristezas e buscam extravasar as tensões do dia a dia, fugindo  para o mundo da fantasia  dos sonhos, porque as palavras de ordens são: brincar, comemorar a vida: é preciso aproveitar o tempo porque  a quarta-feira vai  chegar,   tudo volta à realidade, já não há mais blocos nem trio elétrico, a folia terminou, ficaram as saudades e a esperança para o próximo carnaval.

E assim vão os bons foliões, quantos ritmos experimentam nas danças embaladas pelas orquestras nos bailes da vida: são as conquistas, as realizações, no entanto aparecem as quartas-feiras ingratas da vida: são as horas de sofrimento, de desilusão, os dissabores, o cansaço, o desânimo – a ressaca. Contudo, como a vida é boa a esperança é o carro-chefe para acreditar nos bons acontecimentos; “levanta, sacode a poeira dá volta por cima”. Afinal viver é festa e a festa vai começar.

Quem já não foi bom pierrô, saltitando no compasso de um frevo, apoiado na sombrinha de nesgas coloridas; dentro de uma fantasia de trajes longos e de grande gola franzida se encontra uma pessoa, um ser que prova de alegrias e tristezas, conquistas e decepções, amores e desamores e assim vão os famosos pierrôs; buscando nas experiências e na vivência o equilíbrio, a coragem para enfrentar as dificuldades impostas pela vida.

Nem tudo é só felicidade, nem no carnaval, nem na vida. De vez em quando aparecem os (as) grandes mascarados (as) quanto brilho e luxo cobrem e embelezam tantos rostos, o momento é ser diferente, é chamar atenção, é tornar-se desconhecido (a), é despertar a curiosidade. Entre as mascaradas e mascarados da vida, quantos (as)  ocultam verdades, tristezas, falsidades, inverdades e sofrimentos são situações existentes para nos ensinar que nem tudo é nítida realidade.

No ritmo de um frevo quente acontecem as quedas, é a ausência de alguém que se foi, são os amores dissolvidos, sonhos sem realizações, mas a folia da vida continua, a erguida é a vontade de viver, porque o bloco vai passar e o samba é o combustível que alimenta a ilusão de que tudo é festa,  tudo é alegria.

As alegorias ofuscantes na escola de samba da vida acontecem no interior de cada folião, através da prática do bem construindo a leveza de espírito, as novas aspirações e a esperança de viver. É um conjunto de extrema beleza adornado pelos sons dos trompetes, tambores, clarins e cornetas, espalhando no ar belas marchinhas de otimismo e comemoração da vida.

O trio elétrico já vem, a multidão está atrás, é contagiante o entusiasmo através do sorriso dos foliões e assim se leva a vida, ora cansados (as), ora animados (as), mas não dá para ficar parados (as), mais um bloco vai passar, é hora de soltar as serpentinas afinal, viver é brilhar, viver é dançar, viver é lutar, viver é bom, é fazer das dificuldades o aprendizado para resolver as complicações surgidas na vida, semelhante ao segredo  de dançar   axé  conciliando os passos cadenciados com as batidas dos coloridos tambores.

Professora Maria do Carmo de Santana

Cajazeiras – Fevereiro de 2017

Maria do Carmo

Maria do Carmo

Professora da Rede Estadual de Ensino em Cajazeiras. Licenciatura em Letras pela UFCG CAMPUS Cajazeiras e pós-graduação em psicopedagogia pela FIP.

Contato: profmariadocarmosantana@gmail.com

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Maria do Carmo

Maria do Carmo

Professora da Rede Estadual de Ensino em Cajazeiras. Licenciatura em Letras pela UFCG CAMPUS Cajazeiras e pós-graduação em psicopedagogia pela FIP.

Contato: profmariadocarmosantana@gmail.com