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Filho do prefeito de Cajazeiras nega atropelamentos e diz que foi agredido

Carlos Antônio Araújo, filho do prefeito de Cajazeiras, de nome homônimo, negou neste domingo (21) que tenha atropelado três pessoas durante uma passeata realizada na noite de sábado (20) na estrada..

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22/09/2008 às 10h05

Carlos Antônio Araújo, filho do prefeito de Cajazeiras, de nome homônimo, negou neste domingo (21) que tenha atropelado três pessoas durante uma passeata realizada na noite de sábado (20) na estrada que liga aquela cidade a São João do Rio do Peixe.

O incidente, segundo, Carlos Antônio, 19 anos, estudante, não teria causado nenhum dano físico as pessoas que acompanhavam a passeata do candidato a prefeito Léo Abreu (PSB), de oposição.

O fato
Segundo Carlinhos, como também é conhecido o filho do prefeito, o que ocorreu, é que quando ele dirigia o seu carro, um palio verde – as placas ele não conseguiu lembrar – em uma estrada que liga Cajazeiras a São João do Rio do Peixe, teria tido o para brisa atingido por uma pedra, o quebrando.

“Nesse instante – garante -, eu parei o carro”, contou, acrescentando que naquela ocasião estava se dirigindo a um sítio naquelas proximidades, pertencente a um empresário de Cajazeiras, identificado apenas pelo nome de Deca. “Eu ia para o aniversário de uma amiga, Marina, namorada de Eduardo, filho de Dr. Xavier, amigo de meu pai”.

Na hora
Segundo o rapaz, "quando eu vi a pedra atingir o carro eu imediatamente parei. Foi quando eu vi que muitas pessoas vinham em minha direção. Elas cercaram o meu carro e passaram a dar muitos chutes. Eles quebraram o outro para brisa também. Eu fiquei muito assustado com o que elas estavam fazendo e não tive nenhuma reação de sair com o carro dali, ao contrário, fiquei parado. A minha sorte é que, entre os que vinham na passeata estava um primo meu, Júnior Araújo, que, ao perceber que era eu o motorista, tentou afastar as pessoas. Ele gritava que quem estava ali dentro era um primo seu e que as pessoas tivesses calma".

E, continuando o relato, disse: "Foi o meu primo que chamou a Polícia. Aí, quando os policiais chegaram, cercaram o carro. Foi quando eu pulei para o banco traseiro e Júnior, ainda pedindo calma às pessoas, entrou e assumiu a direção. Com a ajuda da Polícia que abriu caminho, Júnior saiu com o carro, muito devagar, e me trouxe para casa. Eu não atropelei ninguém", garantiu.

Defesa
Ainda, segundo Carlos Antônio, o seu pai, acompanhado pelo advogado da família, Paulo Sabino, procurou a Delegacia de Cajazeiras na manhã do domingo, (22) para prestar queixa, já que o carro teria ficado bastante avariado.

Quanto ao depoimento dado por uma das supostas vítimas do atropelamento, Jucilene Freitas Tavares, 23 anos, moradora do sítio Pau Darco, de que não teria conseguido prestar queixa à Polícia devido a falta de um documento que deveria ser liberado por um hospital e que atesta supostos ferimentos, Carlinhos disse não acreditar que o pai, também médico, tenha interpelado junto ao Hospital Regional de

Da redação do Diário do Sertão com Portal Correio

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