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Bate-boca de vereador com servidores e vaias marcam sessão em Cajazeiras. Vídeo!

O motivo do clima tenso foi um projeto enviado pelo Executivo que estipula a data-base para aumento no salário dos servidores da Saúde para 2017.

Por Luzia de Sousa

15/03/2016 às 19h28 • atualizado em 15/03/2016 às 19h33

A sessão ordinária desta terça-feira (15) na Câmara Municipal de Cajazeiras foi uma das mais curtas dos últimos tempos – durou cerca de 30 minutos – e terminou com vaia ao presidente e muito bate-boca. O motivo do clima tenso foi um projeto enviado pelo Executivo na sessão anterior que estipula a data-base para aumento no salário dos servidores municipais da Saúde para 2017. Mas a bancada de oposição se mobilizou em defesa da categoria e fez com que o projeto baixasse para as comissões para que algumas emendas fossem adicionadas, entre elas uma emenda do vereador Jucinério Félix (PPS) que estipula já para junho deste ano a data-base.

Quando foi na sessão desta terça, mais uma vez com o auditório lotado de servidores da Saúde, nada aconteceu de novo em relação ao projeto. O vereador Marcos Barros (PSB), que estava presidindo a sessão na ausência do presidente Nilson Lopes (PSD) pelo segundo dia consecutivo, alegou que o projeto continuaria nas comissões até que a categoria se reunisse com a prefeita Denise Albuquerque (PSB) para discutir as propostas.

A sessão da Câmara de Cajazeiras foi agitada nesta terça

A sessão da Câmara de Cajazeiras foi agitada

No entanto essa reunião não poderá acontecer tão cedo, já que Denise está em João Pessoa e só retorna na próxima sexta-feira (18), e neste dia ela estará acompanhando o governador Ricardo Coutinho (PSB) em algumas inaugurações na cidade. Com a agenda lotada, certamente o encontro entre a prefeita e os servidores só poderá acontecer na próxima semana, fato que causou indignação no público presente.

Não havendo nenhum parlamentar inscrito para discursar na tribuna, Marcos Barros encerrou a sessão e então ouviu-se uma sonora vaia do auditório. Em seguida, alguns sindicalistas e conselheiros de saúde adentraram ao plenário para discutirem com os parlamentares que ainda se encontravam no local. Nesse momento, quem fez a defesa da administração municipal com mais contundência foram os vereadores Kleber Lima e (PTB) Léa Silva (DEM). Houve, inclusive, bate-boca entre Kleber e o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Janncy Pereira, que estava negando a informação de que o conselho já havia se reunido com a prefeita.

Enquanto isso na plateia havia pessoas incitando os servidores a paralisarem suas atividades como forma de protesto até que o projeto seja rediscutido com urgência e a emenda da data-base para 2016 adicionada.

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