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Sousa poderá decretar moratória

Fábio Tayrone, não encontrou sequer uma cadeira para sentar

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26/01/2009 às 14h11

"Na Paraíba, o município de Sousa, a 460 quilômetros da capital, novo prefeito, Fábio Tayrone, não encontrou sequer uma cadeira para sentar e teve que atravessar uma montanha de lixo para chegar até o gabinete e recebeu uma dívida de mais de 50 milhões de reais". Essa foi a declaração do presidente da União Brasileira de Municípios ( UBAM), Leonardo Santana.

De acordo com ele, novos prefeitos podem declarar moratórias das dívidas impagáveis tentando driblar a situação de penúria em que se encontram seus municípios. Leonardo teme uma situação ingovernável, com herança a maldita deixada por ex-prefeitos, que podem comprometer o orçamento de 2009 dos municípios, desencadeando, segundo ele, num emaranhado de problemas financeiros e sociais.

Leonardo, depois de ter se encontrado com dezenas de prefeitos, esta semana, lamentou o caos em que se encontram os municípios, sobretudo os que tiveram a troca de comando, o que evidenciou, segundo ele, num incomensurável desmantelamento da máquina administrativa, patrocinado por ex-gestores que "jogaram lama nas suas próprias vitrines".

Ele afirmou que a situação é muito delicada em centenas de municípios brasileiros, principalmente nos menores, onde as dívidas deixadas comprometem quase 100% do orçamento de 2009, não restando aos novos gestores senão a demissão de servidores, o cancelamento de investimentos sociais, com pagamento de precatórios, outras dívidas impagáveis, detonando assim a inviabilidade financeira e social dos municípios.

"Isso é uma prova da insensatez, insanidade e falta de compromisso, dos ex-gestores, para com a população, pois nesse município até as placas para captação de energia solar, compradas com o dinheiro do povo, foram arrancadas por falta de pagamento e a cidade viveu quatro anos às escuras porque o prefeito anterior não pagava a conta de luz". Disse Leonardo.

Para ele, o Ministério Público Federal tem que tomar providências enérgicas para coibir a impunidade de ex-gestores que não respeitam a lei e tentaram inviabilizar a administração pública, como se fossem "bandidos do velho oeste" onde a justiça não os alcançava. Ele disse que se os novos prefeitos não declararem "Estado de Calamidade Pública" e "Moratória Unilateral" serão confundidos pela população como os causadores de todos os desmandos patrocinados pelos irresponsáveis que perderam as eleições, pois não poderão administrar bem os municípios, nem promoverem as mudanças necessárias para "colocar a casa em ordem".

Da Redação com ascom

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