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Estudioso afirma que em janeiro chuvas cairão de forma irregular no semiárido Paraíba e Ceará

De acordo com o pesquisador, esse cenário indica continuidade da crise hídrica na maioria dos grandes reservatórios do semiárido desses estados em janeiro

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

29/12/2017 às 14h00 • atualizado em 29/12/2017 às 14h01

Açude de São Gonçalo está com menos de 13% de sua capacidade total (Foto: Diário do Sertão)

O Oceano Atlântico Sul na altura da costa do Nordeste continua frio neste final de dezembro, afirma o físico e meteorologista Rodrigo Cézar Limeira.

Segundo Rodrigo, em janeiro a contribuição de umidade para as chuvas no semiárido da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará será dos Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCANS). Se o Atlântico Sul na referida região estivesse mais quente já agora, haveria um transporte de umidade maior em direção ao interior dos citados estados. Como isso as chuvas ocorreriam de forma mais generalizada sobre essas áreas em janeiro, e seriam potencializadas pela ocorrência de uma La Niña intensa, algo que não está ocorrendo.

Com condições oceânicas ruins agora no final de dezembro, é de se esperar chuvas irregulares no interior da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará no mês de janeiro de 2018. Isso porque as chuvas provocadas por Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis são mal distribuídas, isoladas e consequentemente irregulares.

O mês de janeiro é o que apresenta maior incidência de VCANS sobre o Nordeste, o fenômeno também é comum atuar na região nos meses de dezembro e fevereiro.

Ao afirmar que as chuvas serão irregulares no mês de janeiro de 2018 no semiárido desses estados, o estudioso Rodrigo Cézar Limeira está afirmando que em algumas localidades por exemplo do semiárido da Paraíba, choverá bem, e até acima da média em janeiro, já em outras localidades choverá abaixo da média, e em outros locais não choverá quase nada no referido mês.

De acordo com o pesquisador, esse cenário indica continuidade da crise hídrica na maioria dos grandes reservatórios do semiárido desses estados em janeiro, apesar da configuração do fenômeno La Niña com fraca intensidade na região do Oceano Pacífico Central agora em dezembro.

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