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Açudes podem ser recarregados com as chuvas de 2018; Veja previsão climática para o primeiro trimestre

A estiagem de 2017 foi provocada, principalmente, pelas condições do Oceano Atlântico e a influência do fenômeno El Niño.

Por Luzia de Sousa

28/12/2017 às 20h29 • atualizado em 28/12/2017 às 16h38

Açudes estão com pouca água na Paraíba (Foto arquivo - Diário do Sertão)

A esperança de que os açudes localizados no semiárido paraibano sejam recarregados com as chuvas de 2018 aumentou depois que os meteorologistas do Governo do Estado anunciaram a previsão climática para o próximo trimestre. São esperadas chuvas dentro da média histórica no Cariri, Curimataú, Sertão e Alto Sertão. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28), na Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), em Campina Grande.

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De acordo com o setor de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, os últimos seis anos foram de chuvas abaixo da média histórica na maior parte do Estado. A estiagem de 2017 foi provocada, principalmente, pelas condições do Oceano Atlântico e a influência do fenômeno El Niño.

“Neste momento, o Oceano Atlântico, que representa um importante condicionante da variabilidade climática, apresenta condições neutras e isso contribui para a chegada de chuvas por aqui. Quando fizemos esta avaliação, no final do ano passado, as condições eram negativas. Outra coisa que nos favorece é a presença do fenômeno La Niña, mesmo estando com intensidade fraca, na região do Oceano Pacífico”, explicou a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira.

Durante os meses de janeiro e fevereiro as chuvas não devem ser constantes, nem localizadas em uma única região. “É importante ressaltar que o semiárido nordestino tem como características a alta variabilidade espacial e temporal dos índices pluviométricos”, ressaltou Carmem Becker, que também é meteorologista da Aesa. “Por isso é de fundamental importância, o monitoramento contínuo das condições oceânicas e atmosféricas globais”, completou o gerente de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, Alexandre Magno.

A Sala de Situação da Aesa, também conhecida como Centro de Gestão de Situações Críticas, monitora a variação climática de forma ininterrupta, possibilitando a prevenção de eventos críticos como secas e enchentes. Ela funciona em Campina Grande, onde técnicos do Governo do Estado trabalham em sistema de plantão, acompanhando em tempo real os dados enviados pelas estações meteorológicas. Estes dados estão disponíveis no site aesa.pb.gov.br, onde também podem ser obtidas informações sobre o nível dos açudes, autorização para uso da água bruta e o trabalho desenvolvido pelos comitês de bacias.

DIÁRIO DO SERTÃO com Aesa

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