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Pai de Cristiano Araújo processa apresentador da globo por danos morais

Objeto da ação é a crônica que o jornalista fez para o 'Jornal das Dez', do canal de notícias GloboNews, dias após a morte do cantor em um acidente de carro

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20/07/2015 às 17h00

Pai de Cristiano Araújo processa apresentador da globo por danos morais

O pai de Cristiano Araújo, João Reis, e a empresa CA Produções Artísticas, que gerenciava a carreira do cantor, abriram processo nesta quinta-feira contra o jornalista Zeca Camargo por danos morais. A ação é motivada pela crônica que Camargo fez no Jornal das Dez, do canal pago GloboNews. No texto, Zeca comparava a comoção com a morte do cantor, que havia acontecido dias antes, com a popularidade dos livros para colorir, como uma prova da "atual pobreza da alma cultural brasileira".

Segundo a advogada Fernanda Moreira, sócia da Mendonça Moreira e Prado Consultoria Jurídica, que representa a CA Produções Artísticas, a ação movida contra o jornalista tem caráter pedagógico. Caso o pai do cantor e a empresa vençam o processo, o valor da indenização, a ser determinado pelo juiz, será destinado a um fundo a ser criado de apoio à cultura sertaneja e também para a Casa de Apoio São Luiz, de Goiânia, que dá suporte a pacientes em tratamento contra o câncer.

O processo classifica como preconceituosa a crítica de Zeca. "O falecimento (…) causou uma comoção nacional pelo amor de seu público e pela força com que este amor se disseminou. Amor, um sentimento subjetivo que pertence ao agente e não a qualquer outra pessoa que esteja do lado de fora. Cabe aqui ressaltar conceitos filosóficos e subjetivos, pois o dano moral se deu exatamente na tentativa do requerido (Zeca Camargo) em 'debochar' deste sentimento. Amor dos fãs, da família, dos empresários e das pessoas que com ele trabalhavam. Todas essas pessoas sofrendo, à sua maneira, com a morte trágica ocorrida a apenas a quatro dias da crônica cruel, infundada, insensível, debochada e preconceituosa do requerido", diz o texto da ação.

No processo, a crônica do jornalista é transcrita e tem alguns trechos grifados. Depois, os advogados voltam a se dirigir ao juiz. "Excelência, veja que o texto foi escrito e interpretado de forma completamente preconceituosa, sem ao menos medir o peso que suas palavras teriam sobre os fãs, a família, amigos e sobre toda a cultura sertaneja de uma forma geral. É notório que a crônica tinha o cunho de denegrir a imagem não apenas do cantor, falecido e sem qualquer condição de se defender, como também da própria música sertaneja brasileira."

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