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Crianças também podem ser psicopatas: mentiras, agressão e desobediência são sinais da doença

Primeiros alvos dos portadores da doença são a mãe, irmãos e animais de estimação

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01/06/2015 às 10h10

Estima-se que haja 69 milhões de psicopatas no mundo, e que as taxas do transtorno variem entre 0,5% a 3%. De acordo com dados do estudo americano The epidemiology of antisocial behavior in childhood and adolescence (A epidemia do comportamento antissocial na infância e na adolescência, em tradução livre), de 1991, a psicopatia é mais comum em crianças do sexo masculino, independentemente da idade.

Seja em meninos ou meninas, o transtorno é diagnosticada por meio de critérios de uma lista com 15 possibilidades de comportamento, utilizada pelos psiquiatras. Mas, de acordo com Ricardo de Oliveira, mesmo antes do teste definitivo os médicos já acendem o sinal de alerta ao se deparar com dois sintomas muito característicos da psicopatia: a desconsideração por regras e hierarquia, e a agressão física contra os pares.

Sintomas

Crianças psicopatas não reagem a castigos, por exemplo. Cometem os erros, e, mesmo depois de receber uma punição por eles, acabam reincidindo ao repetir a mesma falta, como explica a psicanalista.

— Ela não aprende o que é certo ou errado. Pode até parar de fazer aquilo, mas só porque não quer o castigo de novo, e não porque entendeu a lição. São crianças que agridem os irmãos. Não têm compaixão, e podem machucar animais de maneira extrema, estraçalhando-os. A criança psicopática mente mesmo quando não precisa. Todas as crianças mentem para escapar da bronca, para não magoar os pais, mas as psicopáticas mentem porque isso faz elas se sentirem dominando o ambiente. Elas não têm nenhum problema em fazer alguma coisa errada, elas não se arrependem, isso não as afeta.

Além do comportamento dentro de casa, ela alerta que é preciso que os pais também fiquem atentos à conduta dos filhos na escola.

— Uma criança psicopata pode causar muitos danos. Já ouvi casos extremos como o de uma que colocou uma bomba na secretaria para explodir os documentos, porque não queria que suas notas ruins fossem conhecidas pelos pais.

Claro que nem toda criança levada, seja no ambiente escolar ou em casa, é necessariamente uma criança psicopata, mas o inverso é certo: adultos psicopáticos foram, com toda certeza, garotas ou garotos complicados.

A única situação em que o diagnóstico da psicopatia infantil pode ser duvidoso é em casos de abuso ou maus tratos. Indícios da doença podem, na verdade, ser uma reprodução de experiências vividas previamente pela criança, conforme explica Júlia.

— A criança pode imitar o que fizeram com ela. O psiquiatra tem que ter uma atitude quase como de um detetive, vendo com cuidado o histórico da criança na família, se há casos de maldade camuflada gerando uma criança traumatizada e não psicótica. No entanto, quando os traços psicopáticos aparecem em um ambiente familiar saudável, é preciso ficar de olho.

Sociedade é gerenciada por psicopatas e caminha para desastre, dizem especialistas

— A pessoa já nasce psicopata, ela não se torna um psicopata. Há um único caso na literatura médica de um paciente com as mesmas reações de psicopata, mas apenas após ter seu cérebro perfurado por um objeto afiado que atingiu uma região responsável pela conexão das emoções. No psicopata, esta área é inoperante porque o cérebro deles não processa as emoções.

Estudos em gêmeos idênticos e não idênticos criados separadamente desde cedo apontam uma herança maior que 50%, o que significa que o trasntorno pode ser transmitido entre parentes, de acordo com o que explica o neurologista Oliveira Souza. Se vasculhadas suas gerações anteriores, famílias com crianças psicopatas muito provavelmente apresentarão outros membros também afetados pela psicopatia, de pais e mães a até tios, avós e bisavós.

A agonia de ouvir as palavras de um médico em casos como este se deve, principalmente, ao fato de que a psicopatia é uma doença sem cura. A psicanalista Júlia Bárány explica que, embora até hoje não se tenha encontrado um tratamento, existem medicamentos que ajudam no controle do transtorno.

— Dá para dar remédios que acalmam um pouco a excitabilidade do psicopata, porque ele é uma pessoa que está sempre em busca de emoções fortes que machuquem o outro. Como ele morre de tédio, tem uma vida muito maçante porque é um ser sem emoções, ele busca tê-las ao ver o outro sofrer.

Os especialistas avaliam que, além da ação farmacológica, a disciplina rígida também é de suma importância no controle do comportamento de crianças psicopatas, já que, segundo eles, são indivíduos incapazes de ser ensinados a se portar dentro do que é aceito pela sociedade, como reforça a psicanalista Júlia.

— Os pais têm que ficar alertas 24 horas por dia. Se perceberem que há algum perigo, têm que proteger todo mundo, inclusive eles mesmos. Infelizmente é uma vida que sai do curso normal de uma família.

R7

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