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Saiba como será realizado o casamento gay coletivo em pleno Carnaval de Salvador

lém da solenidade civil, haverá uma celebração religiosa com dois babalorixás. Seguindo a tradição das religiões afro-brasileiras

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04/02/2015 às 08h38

Bloco Muquiranas que sai no Campo Grande

De olho no público LGBT, que a cada ano é crescente na folia baiana, Salvador se prepara com eventos para celebrar a diversidade neste Carnaval.

Embora a "invasão colorida" não seja um fenômeno novo, é notável a adesão cada vez maior à folia soteropolitana. Desde novembro, quando são abertos os ensaios de verão do bloco Cortejo Afro, turistas gays e simpatizantes invadem a capital baiana e tomam as ruas e praças do Pelourinho, no Centro Histórico.
 
Nesse Carnaval, Salvador será palco de um grande casamento gay coletivo, já na abertura da festa. Também aberta aos heterossexuais, a cerimônia será realizada na manhã de quinta-feira (12), ainda sem local definido.
 
Além da solenidade civil, haverá uma celebração religiosa com dois babalorixás. Seguindo a tradição das religiões afro-brasileiras, em vez de arroz, os noivos receberão um banho de pipoca e ervas perfumadas.
 
De acordo com o GGB (Grupo Gay da Bahia), a iniciativa busca promover a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2013, que determina que cartórios de todo o país devem celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento.
 
Gay momo
 
Apesar dos números indicarem grande incidência de preconceito contra os homossexuais, há quem discorde de um suposto perfil heteronormativo da região. "Uma cidade onde até o rei momo é do babado não pode ser considerada homofóbica. Sou o primeiro gay momo do Brasil.", brinca o educador social Renildo Barbosa, 39 anos, coroado rei do Carnaval de 2014.
 
Homossexual assumido e militante da causa LGBT, este ano ele disputa novamente com 14 candidatos o prêmio de R$ 10 mil e a responsabilidade de ser o guardião das chaves da capital baiana. "Quero ser reeleito para continuar levando uma mensagem de inclusão e diversidade. Vou mostrar que a maior festa de rua do mundo é também a festa da cidadania e do respeito", declara, antes de revelar que, caso ganhe a disputa, este será seu último mandato, também em nome da diversidade.
 
Questionado sobre o potencial da capital como destino amigável, ele é taxativo: "Saímos na frente dos outros carnavais porque a Bahia sempre teve como marca a hospitalidade, independente da orientação sexual. O baiano sabe acolher bem a todos, minorias ou não."
 
Uol

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