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É possível transar com um amigo sem estragar a amizade? Especialista falam

Muitos homens e mulheres que viveram a experiência de uma 'amizade colorida' continuam a ser amigos

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20/05/2014 às 08h26

"Amizade colorida" entrou na moda para se referir aos amigos que transam. (Foto: imprensa)

Nos anos 70, ainda impregnadas pelo perfume hippie da década anterior, as pessoas se dispunham a experimentar diversas formas de se relacionar. Com isso, a gíria "amizade colorida" entrou na moda para se referir aos amigos que transavam estabelecer qualquer vínculo mais sério. O termo usado na época soa um tanto antiquado para os dias atuais, no entanto, fazer sexo com um amigo é algo cada vez mais comum – e aprovado por especialistas, que vêem benefícios na prática.

"Trata-se de uma oportunidade de ter alguém de confiança para trocar carinhos e desfrutar momentos de intimidade mesmo não estando namorando", comenta Juliana Bonetti Simão, psicóloga especializada em sexualidade, de São Paulo (SP).

"Muitos homens e mulheres que viveram a experiência de uma 'amizade colorida' continuam a ser amigos, mesmo depois que o sexo acabou. Tudo vai depender de como cada um experimentou essa vivência. Há, inclusive, quem aprenda a se relacionar melhor em relacionamentos futuros", diz a sexóloga Carmen Janssen, de Vinhedo (SP), membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH).

Porém, assim como acontece em qualquer relação afetiva, o sexo entre amigos também precisa ser orientado por algumas regras que devem ser previamente combinadas pelos dois. O primeiro fundamento é que cada um saiba muito bem o que esperar desse tipo de arranjo.

"Ambos devem encarar a situação com maturidade, serem sinceros sobre suas reais intenções e para não criar expectativas", fala Carmen. "Algumas pessoas, geralmente as mulheres, não conseguem separar sexo de amor e aceitam a situação porque têm esperança de a relação se tornar mais séria. E, quando isso não acontece, elas acabam se frustrando", completa a especialista.

De acordo com Juliana, questões sobre fidelidade e lealdade devem ser discutidas para que nenhuma atitude das partes machuque o outro e ponha fim à amizade. É óbvio, entretanto, que os acordos podem se desviar do caminho.

"Os dois devem ter em mente que há grandes chances de alguém acabar se envolvendo afetivamente e a outra parte não. Há possibilidade ainda de as emoções se confundirem e a amizade acabar", declara a psicóloga.

Na opinião da psicóloga e sexóloga Jussania Oliveira, de Americana (SP), o "contrato" deve ser firmado de comum acordo, com as regras bem definidas para evitar mágoas e ressentimentos.

"Se ambos estão disponíveis, sentem atração sexual e aceitam a possibilidade de ficarem juntos sexualmente na boa, ok. Mas devem estar atentos quando uma ou mais regras forem quebradas, quando um ou outro começa a apresentar comportamento de posse, ciúmes ou exige satisfação e comprometimento. Isso precisa ser sinalizado para que reavaliem a continuação ou não dos encontros sexuais", explica.

Segundo Ricardo Desidério, sexólogo e psicoterapeuta de Londrina (PR), não se trata de um passatempo, um jogo, por mais descompromissada que a relação pareça.

"Mesmo sem quaisquer intenções, não estamos lidando com um simples objeto e sim com sensações, desejos, sejam eles ocultos ou não. O sexo casual pode desencadear uma bela história de amor, mas também pode acontecer uma única vez e mesmo assim abalar a relação de amizade", afirma.

Fonte: 180 graus 

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