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100 anos: conheça a história do Açude Grande de Cajazeiras; Historiador afirma que falta respeito

Segundo o radialista Chagas Amaro, existem pouca coisas para comemorar nesse centenário do Açude Grande de Cajazeiras. Confira

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

17/04/2016 às 13h07 • atualizado em 18/04/2016 às 14h56

O açude Epitácio Pessoa, que ficou conhecido como o ” Açude Grande” de Cajazeiras no sertão paraibano, completou na última sexta-feira(15), 100 anos de sua construção.

A reportagem do Portal e TV Online Diário do Sertão, entrevistou o radialista e historiador Chagas Amaro, e ele falou sobre a história do açude. Segundo ele, na década de 50, foi a única vez que o manancial secou em Cajazeiras.

Açude sangrou
Depois de dois anos sofrendo com a seca, o Açude Grande de Cajazeiras amanheceu sangrando no dia 22 de março de 2016. A novidade alegrou a população, que foi ver de perto a sangria do açude. O manancial transbordou após receber grandes volumes de água das fortes chuvas. A última vez que o açude sangrou foi em abril de 2014.

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A construção
A cidade de Cajazeiras tem a sua origem de um lugar denominado de “Fazenda Cajazeiras”, por possuir frondosas e numerosas cajazeiras. Essa área foi concedida ao pernambucano Luiz Gomes de Albuquerque pelo Governador da Capitania, Jerônimo José de Melo. … Luiz Gomes de Albuquerque fez doação do Sítio à sua filha Ana de Albuquerque que, quando contraiu o seu matrimônio com Vital de Souza Rolim, transformaram o Sítio em uma grande fazenda de gado. Do casamento de Ana e Vital, entre os seus filhos, nasceu no dia 22 de agosto de 1800, Inácio de Souza Rolim. Às margens do riacho que atravessava a Fazenda construíram, em 1804, uma ampla Casa Residencial conhecida como “A Casa Grande da Fazenda”, hoje sede do Tênis Clube. Próximo à Casa Grande da Fazenda foi construído um grande reservatório d’água denominado de “Açude Grande” que destinava-se ao abastecimento dos moradores da localidade e para a criação, principalmente o gado bovino….Em 1915 (ano de grande seca) deu-se início à reconstrução e ampliação do açude grande. Esta obra custou à Nação 73:201$425 (setenta e três mil, duzentos e um contos e quatrocentos e vinte e cinco réis) e foi entregue ao Estado no dia 16 de novembro de 1916. As informações foram reproduzidas da Fundação Ivan Bichara.

O que comemorar?
Segundo o radialista, existem poucas coisas para comemorar nesse centenário do Açude Grande de Cajazeiras.

“O açude está aterrado, teve sua bacia invadida por construções. Temos que continuar brigando e alertando as autoridades para que acordem da incompetência e tenham mais respeito. O que temos que comemorar é o passado histórico do açude, a contribuição que ele deu para o desenvolvimento da cidade, a sangria, o pôr do sol que é belíssimo”, concluiu.

DIÁRIO DO SERTÃO

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