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É hoje! Brasil aposta em Neymar contra clássico contra a rival Argentina

Argentinos buscam a primeira vitória nestas eliminatórias mesmo sem Messi, Agüero e Tevez no ataque

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12/11/2015 às 08h00

Jogadores da seleção brasileira treinaram na Arena Corinthians em São Paulo (Foto: Nelson Almeida

Enfrentar a Argentina em Buenos Aires é sempre missão complicada. Mas o retorno de Neymar e as lesões dos principais atacantes adversários podem facilitar a tarefa dos comandados de Dunga. O clássico acontece nesta quinta-feira, pela terceira rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

O estádio Monumental de Nuñez promete tremer, não apenas por ser o maior clássico da América do Sul, mas também porque os “Hermanos” precisam da vitória. A equipe treinada por Gerardo Martino somou apenas um ponto nos dois primeiros jogos das eliminatórias.

"Temos desfalques importantes, mas precisamos ganhar os três pontos contra o Brasil", analisou o meia Ángel Di María, do Paris Saint-Germain, a única grande estrela que sobrou na ‘alviceleste'.

"Eles estão sem o melhor do mundo (Messi), mas não deixam de ter jogadores de alto nível", destacou David Luiz.

Sem o camisa 10 do Barcelona e com Sergio Agüero jogando no sacrifício, a Argentina estreou com derrota por 2 a 0 para o Equador e, na sequência, empatou sem gols com o Paraguai, ficando apenas em sétimo lugar.

A situação do Brasil é menos preocupante, mas está longe do ideal. Ainda marcada pelos fracassos na Copa do Mundo e na Copa América, a seleção pentacampeã mundial ocupa a quinta posição.

O Brasil perdeu por 2 a 0 para o Chile na estreia, em Santiago, antes de dar sinais de melhora em Fortaleza na vitória por 3 a 1 sobre a Venezuela.

Neymar iluminado
O vento, no entanto, parece estar soprando a favor do Brasil. Enquanto a os argentinos sofrem com os desfalques, Dunga pode contar novamente com Neymar, que vem de grandes atuações no Barcelona.  O camisa 10 do Brasil está de volta depois de cumprir suspensão nas duas primeiras rodadas.

Com a lesão de Messi, Neymar vem assumindo o protagonismo da equipe marcando dez gols em nove jogos desde que o argentino se lesionou e assumindo a artilharia da Liga Espanhola (11 gols). Além dos bons números, o atacante de 23 anos encantou o mundo com um gol antológico no último domingo, na vitória por 3 a 0 sobre o Villarreal.

Outro motivo de confiança é o ótimo retrospecto de Dunga contra os ‘Hermanos’. Foram quatro vitórias e um empate. O triunfo mais marcante foi nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, quando o Brasil venceu o clássico por 3 a 1 na casa do adversário. Na ocasião, a partida foi realizada em Rosario. Jogando no Monumental de Nuñez, os números não são positivos. A seleção brasileira só venceu a Argentina uma vez no estádio do River Plate. Foi em um amistoso realizado em 1995 (1-0, gol de Donizete).

Apesar dos desfalques e do momento ruim atravessado pela Argentina, Dunga prefere encarar o clássico com cautela.

"A Argentina joga em casa, foi vice-campeã Mundial e tem vários grandes jogadores, com um trabalho de dez anos. Isso demonstra a dificuldade. Não tivemos Neymar nos dois primeiros jogos e nem por isso falaram que o adversário teria vantagem. Não há favoritismo. Toda seleção tem jogador de reposição", analisou o treinador antes do embarque para Buenos Aires.

Peruzzi e Higuaín, coringas de Martino
A chuva de lesões que abalou a Argentina não afetou apenas o ataque. A defesa também perdeu dois titulares habituais: o zagueiro Ezequiel Garay, companheiro de clube de Hulk no Zenit São Peterburgo, da Rússia, e Pablo Zabaleta, lateral direito do Manchester City.

Apesar dos problemas, o técnico ‘Tata’ Martino tem uma carta na manga para tentar parar Neymar: o zagueiro Gino Peruzzi, do Boca Juniors, que marcou bem o brasileiro nas quatro vezes em que se enfrentaram (duas em duelos entre Vélez Sarsfield e Santos, e outras duas em duelos de seleções).

No ataque, a aposta de Martino é Gonzalo Higuaín, artilheiro do Campeonato Italiano. No último domingo o atacante marcou o sem 200º gol em clubes na vitória por 1 a 0 do Napoli sobre a Udinese.

Dunga também enfrentou problemas e precisou cortar dois jogadores: o zagueiro Marquinhos e o lateral-esquerdo Marcelo. Eles foram substituídos por Gabriel Paulista, do Arsenal da Inglaterra, e Douglas Santos, do Atlético-MG.

Além da incerteza sobre a posição de goleiro, que conta com Cássio correndo por fora na disputa entre Alisson e Jefferson, a principal dúvida é sobre o posicionamento de Neymar. O camisa 10 costuma jogar na ponta esquerda, posição ocupada nas últimas partidas por Douglas Costa, que está em grande fase no Bayern de Munique.

Para que os dois possam atuar juntos, uma solução seria escalar Neymar como 'falso 9', com esquema sem centroavante clássico.

Depois do clássico no Monumental de Nuñez, a seleção volta ao Brasil para enfrentar o Peru, na próxima terça-feira, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Prováveis escalações:
Argentina: Sergio Romero; Facundo Roncaglia, Nicolás Otamendi, Gino Peruzzi, Marcos Rojo; Matías Kranevitter, Javier Mascherano, Angel Di María, Erik Lamela (Nicolás Gaitán); Ezequiel Lavezzi (Paulo Dybala) e Gonzalo Higuaín. Técnico: Gerardo Martino.

Brasil: Alisson; Daniel Alves, Miranda, David Luiz, Filipe Luís; Luiz Gustavo, Elias, Oscar, Willian, Douglas Costa e Neymar. Técnico: Dunga.
Árbitro: Antonio Arias Auxiliares: Eduardo Cardozo e Milcíades Saldívar (trio paraguaio).

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