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Brasileirão quadruplica amarelos por reclamação em relação a 2014

Duas rodadas iniciais têm 17 advertidos contra quatro no ano passado. Presidente da Conaf diz que já afastou árbitros por não cumprirem a nova orientação

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20/05/2015 às 07h22

Dagoberto recebe cartão amarelo por reclamação no jogo Vasco 0 x 0 Goiás (Foto: Agência Estado)

A CBF pediu mais rigor diante das reclamações dos jogadores durante as partidas, e os árbitros atenderam. É o que indica o número de cartões amarelos neste Campeonato Brasileiro. Foram 17 advertências nas duas primeiras rodadas por protesto contra a arbitragem – contra quatro da edição de 2014, no mesmo período.

O número total de cartões – seja por reclamação, jogada dura ou repetição de faltas – também cresceu de forma significativa. Foram 78 amarelos nas duas rodadas iniciais de 2014 (média de 3,9 por jogo) e 104 neste ano (média de 5,2). É um crescimento de 33%. 
Em circular publicada no dia 13 de abril, a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (Enaf) aponta que reclamações acintosas "exigem adoção de medida disciplinar adequada". O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF (Conaf), Sérgio Corrêa, afirmou que a política vai se manter até o fim do campeonato e que os árbitros que não cumprirem a regra já estão sendo punidos. 

– Afastei dois árbitros nesta rodada porque não deram cartão por reclamação, apesar de eles terem feito uma grande arbitragem. E assim será. Com tolerância zero. Na primeira vez que o árbitro não cumprir, vai ficar uma rodada fora, e na reincidência a punição aumenta. Não é uma chuva de verão. Vamos manter esta postura até o fim do campeonato – disse.

Segundo a circular, "o futebol não pode ser vítima nem de árbitros fracos, nem de jogadores ou dirigentes indisciplinados". A medida tem atingido também quem está no banco de reservas. O Brasileirão deste ano já teve dois treinadores expulsos (Gilson Kleina, do Avaí, e Vinícius Eutrópio, da Chapecoense). No ano passado, o primeiro punido foi Argel Fucks, do Figueirense, apenas na 15ª rodada. Ao final do campeonato, foram sete expulsos.

Corrêa deixa claro que o jogador não está proibido de conversar com o árbitro, e sim de reclamar de maneira ostensiva, com dedo no rosto, fazendo rodinha com os companheiros para cercar o juiz ou com gestos acintosos, como socos no gramado ou aplausos irônicos.

– Cito até um bom exemplo. Os jogadores do Atlético-MG tiveram um pênalti contra no jogo contra o Fluminense e conversaram com o árbitro, mas em uma distância razoável. Ali eu achei respeitoso o tom.

A Chapecoense foi o time mais advertido por reclamação, com cartões amarelos para Bruno Silva, Rafael Lima e Roger. Com dois cartões, aparecem Avaí (Romário e Marquinhos), Cruzeiro (Fabrício e Willian), Palmeiras (Gabriel e Robinho) e Vasco (Dagoberto e Serginho, ambos após uma falta a favor do seu time). Completam a lista Pedro Botelho (Atlético-MG), Vinicius (Fluminense), Maicon (Grêmio), Diego (Ponte Preta), Luis Fabiano (São Paulo) e Diego Souza (Sport). Um dado interessante: cinco desses 17 cartões foram distribuídos já nos acréscimos das partidas.

GE

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