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Deputado paraibano se recusa a depor em favor da mulher de Eduardo Cunha

O parlamentar paraibano invocou compromissos políticos e eleitorais com que está ocupado na atual conjuntura para não atender a outras missões.

Por Luzia de Sousa

21/09/2016 às 05h30 • atualizado em 20/09/2016 às 15h52

Deputado Hugo Motta, da cidade de Patos

O deputado federal Hugo Motta, do PMDB da Paraíba, informou à Justiça Federal que por enquanto está impossibilitado de prestar depoimento como testemunha de defesa da jornalista Claudia Cruz, mulher do ex-deputado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, por acusações a que ela responde de envolvimento com a Operação Lava Jato. O parlamentar paraibano invocou compromissos políticos e eleitorais com que está ocupado na atual conjuntura para não atender a outras missões.

Na verdade, ele está diretamente preocupado com a situação eleitoral no seu reduto, a cidade de Patos, no Sertão paraibano. A sua mãe, Illana Motta chegou a ser presa no bojo de uma operação deflagrada nas últimas semanas pela PF. A prefeita da cidade, Francisca Motta, que não é candidata à reeleição, está afastada do cargo por medida cautelar enquanto é processada a investigação de supostas ocorrências irregulares verificadas na sua gestão. A reviravolta política na chamada Rainha das Espinharas afetou, também, a candidatura do deputado Nabor Wanderley, do esquema peemedebista, a prefeito da cidade.

Até então, Nabor vinha liderando as projeções de intenção de voto diante do seu concorrente, Dinaldo Wanderley Filho (Dinaldinho). As versões indicam que a perspectiva de vitória de Nabor na disputa ainda é viável, apesar de toda a repercussão causada pelos fatos e do impacto direto sofrido pelo PMDB e pelo esquema de apoio. A prefeitura está sendo exercida pelo vice, que é filiado ao Partido dos Trabalhadores e é candidato à prefeitura municipal. O PMDB sempre teve hegemonia política em Patos, revezando-se ultimamente com o PSDB no controle político do município. Hugo Motta está em seu primeiro mandato de deputado federal e ganhou a solidariedade explícita de Eduardo Cunha quando presidia a CPI da Petrobras e foi abordado por parlamentares de outros Estados que tentavam intimidá-lo. Cunha presidia sessão no plenário da Câmara quando soube do atrito entre os deputados e Hugo Mota. Pediu licença dos trabalhos e foi à sala dos trabalhos da CPI, onde sentou ao lado do parlamentar paraibano e demorou-se alguns minutos, fazendo cessar o clima de intimidação ao deputado.

Quando dos festejos juninos, o deputado Hugo Motta recepcionou em sua casa, em Patos, a filha de Eduardo Cunha, que prestigiou os show em companhia de familiares do deputado peemedebista paraibano. Motta sempre foi tratado pela imprensa sulista como integrante do chamado “baixo clero” da Câmara e, também, como suposto integrante de uma tropa de choque mantida naquela Casa por Eduardo Cunha. Quando da votação sobre a cassação do mandato de Cunha, o voto de Motta era um dos mais aguardados, juntamente com o do deputado federal Manoel Júnior, que é candidato a vice-prefeito na chapa liderada pelo atual gestor de João Pessoa, Luciano Cartaxo, do PSD. Motta não foi a Brasília votar no ‘Dia D’ em que Cunha foi cassado por maioria acachapante. Manoel Júnior, entretanto, esteve na sessão e proferiu voto favorável à cassação, com isto surpreendendo o próprio Cunha e lideranças políticas paraibanas. Adversários de Manoel Júnior passaram a espalhar out-doors associando-o à figura de Eduardo Cunha, um político detestado no país. Havia o receio, no staff de Cartaxo, que a falada ligação de Júnior com Cunha poderia prejudicar a campanha do atual prefeito, o que reforçou o peemedebista a votar pela cassação do ex-presidente da Câmara.

A mídia sulista registra que Eduardo Cunha, profundamente magoado com alegadas traições enfrentadas no processo de votação do seu destino parlamentar em Brasília, teria se queixado tanto do comportamento de Manoel Júnior como do comportamento de Hugo Motta e desabafado que num momento oportuno eles receberiam “o troco” por suposta traição. Fontes políticas paraibanas em Brasília ressaltam que a ira maior de Cunha é com Manoel Júnior. Em relação a Hugo Motta, ele seria mais compreensivo por ter acompanhado o noticiário dando conta dos problemas que o representante de Patos passou a viver com seu grupo político nas vésperas de uma eleição decisiva no Estado. Desabafos de Cunha contra os dois paraibanos teriam sido captados em conversas informais em Brasília, mas o pronunciamento do ex-presidente só deverá ocorrer quando da publicação do livro de memórias que ele já anunciou e no qual pretende relatar episódios de bastidores e até fatos comprometedores contra outros deputados federais.

Por NONATO GUEDES com revista Época

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