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Ex-prefeito diz que contratados e direitos trabalhistas são as mazelas das prefeituras. Quirino de Moura confessa “fui rigoroso demais”

Antônio Quirino de Moura foi prefeito de Cajazeiras nos anos 70 e ficou marcado pela sua rigidez quando o assunto era contratações de servidores

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05/11/2015 às 15h41

Ele foi prefeito de Cajazeiras nos anos 70 e ficou marcado pela sua rigidez quando o assunto era contratações de servidores. De 1973 a 1977, Antônio Quirino de Moura administrou o município com um número mínimo de funcionários contratados. Logo nos primeiros meses da sua gestão ele suspendeu novas nomeações e viu dezenas de servidores pedirem demissão gradativamente alegando não suportarem o regime de trabalho.

Em entrevista à TV Diário do Sertão, Quirino de Moura confessou que pode ter exagerado na dose e compreende que hoje em dia, dependendo do tamanho do município, é ainda mais difícil administrar com poucos servidores. No entanto o veterano gestor atribui boa parte das crises econômicas enfrentadas pelas prefeituras ao excesso de funcionários contratados e codificados, embora reconheça que as contratações desses funcionários, em sua maioria, são promessas políticas “naturais” (assista ao vídeo no final dessa matéria).

“Os municípios estão superlotados de funcionários por consequência da política. E hoje em dia a base da política ainda é o contrato. Isso pode dificultar muito as administrações. Naquele tempo tinha algo a favor dos municípios: os funcionários eram poucos. A gente podia fazer administração direta com recursos exclusivamente do município”, revelou.

Outra diferença entre o passado e o presente que, segundo ele, atrapalha as administrações públicas atuais é que na sua época as prefeituras não eram obrigadas a pagar direitos trabalhistas, já que não havia ainda a CLT (Consolidação dos Direitos Trabalhistas). Para ele, os precatórios (dívidas trabalhistas) são a maior mazela de alguns gestores.

“Nós não tínhamos obrigação nem com Fundo de Garantia nem com INSS. Não existia isso. Hoje é a maior mazela dos administradores, porque o recurso vem e é logo capado na fonte e ele fica a ver navios. Hoje um prefeito só constrói se receber verba extra para aquela definição”, justificou.

Para o ex-prefeito, hoje em dia é mais difícil comandar os rumos de um município. Ele citou a burocracia das licitações como um dos obstáculos e explicou como aconteciam os processos para iniciar obras naquela época.

“Nos dias atuais é mais difícil administrar por conta desse envolvimento. Se o administrador não tiver o controle rigoroso de tudo que se passa, ele vai passar dificuldade. Aí é a capacidade de cada gestor, ou os compromissos que cada município tem”, completou.

Assista à entrevista na TV Diário do Sertão:

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