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Mulher culpa Diocese por morte de irmão: “Apesar do abandono, ele nunca reclamou de nada, se mantinha sempre feliz”

A reportagem do Portal e TV Online Diário do Sertão, procurou ouvir o coordenador da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Diocese. Veja!

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28/03/2015 às 08h00

Irmã de padre denuncia abandono do religioso

A senhora, Josefa Dantas, irmã do padre José Dantas Filho, de 55 anos, que faleceu no último sábado (21), em decorrência de um problema cardíaco, denunciou esta semana ao Portal Mais PB que o sacerdote viveu os últimos 12 anos de sua vida, na cidade de São José de Caiana abandonado pela Igreja Católica.

De acordo com a denunciante, desde que chegou à cidade de Caiana, o Padre Dedé, como era conhecido, não recebia salário e sobrevivia graças à aposentadoria da mãe, uma idosa de 80 anos. “Se não fosse a ajuda de mãe, ele passava fome, porque não tinha dinheiro para nada: não se alimentava bem por falta de condição e nem seu plano de saúde pode continuar pagando porque depois que chegou ao Caiana, não recebia nada da Igreja”, declarou.

“Vi ele muitas vezes comer feijão puro e passar outras necessidades, porque o salário de mãe era quase todo pra comprar remédio e não sobrava quase nada. Apesar do abandono, ele nunca reclamou de nada, se mantinha sempre feliz”, acrescentou.

Segundo Josefa, “quem via o padre Dedé nas celebrações e atividades paroquiais em São José de Caiana não imaginava quanto difícil era sua vida”.

“Nem ele próprio se importava com o sofrimento e se dedicava de corpo e alma à obra da fé, mantendo-se firme no sacerdócio e conquistando todos pela simplicidade, carisma e devoção à Igreja”, afirmou.

O outro lado

Procurado pela reportagem do Portal Diário do Sertão, o coordenador da Pastoral da Comunicação (Pascom), o Padre José Ferreira (Dedé), não atendeu as ligações nem respondeu nossas mensagens via WhatsApp. 

Então a reportagem entrou em contato com Padre Janilson Rolim que respondeu as acusações da família. Ele contestou as informações e assegurou que José Dantas Filho (Padre Dedé), recebia dois salários mensalmente e que a Diocese paga 50% dos planos de saúde dos sacerdotes, mas pagava integralmente o do religioso do Vale do Piancó. "A família pode não ter conhecimento, mas temos toda documentação que comprova os pagamentos".

Doença
Padre Dedé descobriu que tinha um problema no coração em fevereiro de 2014, mas segundo sua família a falta de condição financeira impossibilitou um tratamento imediato e eficaz. O padre chegou a fazer um cateterismo, mas precisava de uma cirurgia que custava R$ 70 mil e a família apelou para a caridade pública, na tentativa de angariar o dinheiro.

“São onze irmãos, e cada um saiu pedindo por um lado, fizemos bingo e muita gente ajudou, mas também fomos muito humilhados, porque muita gente dizia que padre tem dinheiro e não precisa de ajuda”, contou Josefa.

DIÁRIO DO SERTÃO com MaisPB

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