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Com chuvas, Ceará não apresenta áreas de seca extrema e excepcional

Apesar do cenário animador, a situação dos principais açudes do Ceará é crítico.

Por Ceará 1 com G1CE

17/04/2019 às 10h02

Onde havia águas, a imensidão azul sem fim ficou um risco no chão e poeira. Situação atual assusta pescadores no Açude Castanhão. (Foto: Gioras Xerez/G1 Ceará)

O mais recente mapa do Monitor de Secas do Nordeste aponta que o Ceará fechou março de 2019 sem níveis de seca extrema e excepcional no seu território. A pequena faixa de seca extrema (de cor vermelha), que existia em março do ano passado, desapareceu após as precipitações do início do ano. Outro dado é que a área sem seca relativa aumentou em relação a março de 2018. A área de cor branca no mapa ano passado era de 25,48% e o espaço deste ano, no mesmo período, passou a ocupar 59,71% do território cearense.

Os resultados foram elaborados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) em conjunto com outros institutos de meteorologia do Nordeste e coordenado pela Agência Nacional das Águas (ANA).

Em 2018, a área de seca fraca (de cor amarela no mapa) incluía municípios das regiões da Ibiapaba, Central e se estendia até o Litoral Leste. Neste ano, no mesmo período, essa faixa de seca fraca diminuiu sua extensão, desceu e se estende em menor faixa de parte do Sertão do Crateús até a Região do Vale do Jaguaribe. O mesmo aconteceu com a seca moderada, que deixou parte da Região da Ibiapaba e se concentrou nas regiões do Sertão do Crateús e Inhamuns e Centro-Sul.

No entanto, o maior destaque vale para a diminuição da seca grave (laranja). No mapa de março de 2018, a área correspondia quase a metade do estado. Incluía as regiões do Cariri, Vale do Jaguaribe, parte do Litoral-Leste, Centro-Sul, Central e Crateús e Inhamuns. O mesmo mapa em 2019 a área corresponde apenas uma pequena faixa da Região do Cariri.

Tipos de seca
A seca fraca, segundo o Monitor das Secas, ocasiona a diminuição do plantio e crescimento de pastagens. Os municípios pertencentes a esta faixa começam a apresentar déficits hídricos prolongados e o plantio quase não são recuperados.

A seca moderada ocasiona perda de córregos, reservatórios ou poços com níveis baixos, algumas faltas de água em desenvolvimento. A seca severa representa perda total das pastagens programadas, escassez de água e restrições de água impostas. E a seca extrema gera grandes perdas das pastagens e a escassez de água é generaliza.

E a seca excepcional, gera perda total das plantações, escassez de água nos reservatórios, córregos e poços de água, criando situações de emergência.

Açudes em situação crítica
Apesar da boa quadra chuvosa, a situação dos principais açudes do estado está crítica. O número de açudes no estado que atingiram 100% da capacidade é de 32. Outros 35 açudes estão com sua capacidade acima de 90%. Por outro lado, existem 78 reservatórios que estão com volume inferior a 30%, segundo a Cogerh.

O Castanhão está com volume de 5,10%. O Orós, segundo maior reservatório do estado, tem atualmente 8,26% da capacidade. E o açude Banabuiú está com 7,50%. Os dados são da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

Fonte: Ceará 1 com G1CE - https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2019/04/16/com-chuvas-ceara-nao-apresenta-areas-de-seca-extrema-e-excepcional.ghtml

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