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Gira Mundo Professor: Projetos fortalecem educação ambiental e contribuem para ensino público

O Programa Gira Mundo Professor tem o objetivo de qualificar professores por meio da aplicação de experiências bem-sucedidas em vários países

Por Secom Paraíba

24/04/2019 às 09h54 • atualizado em 24/04/2019 às 10h03

O professor de Geografia, Ezequiel Sóstenes, da Escola Cidadã Integral Técnica Pedro Bezerra Filho, em Camalaú, viajou para Israel no mês de agosto de 2018, passou um mês no país

O Programa de Intercâmbio Internacional Gira Mundo Professor tem o objetivo de qualificar professores por meio da aplicação de experiências bem-sucedidas em países que se destacam no segmento educacional, como Finlândia e Israel. A iniciativa faz parte de uma parceria entre a Fundação de Apoio à Pesquisa (Fapesq) e a Secretaria de Estado da Educação (SEE) e de 2016 a 2018 promoveu a formação internacional de 171 professores, 151 para Finlândia e 20 para Israel, um investimento de R$ 6.832.464,00. Os professores da Rede Estadual que participaram do Gira Mundo desenvolveram projetos e aplicaram nas escolas após retorno do país, como resultado da formação na qual se aprofundaram.

Em Israel aprenderam sobre tecnologias sociais e suas aplicações para o desenvolvimento do semiárido paraibano. Os projetos: ‘Utilização de áreas de preservação permanente como instrumento pedagógico às ações em educação ambiental’ e ‘Captasol – Fogão solar’ são alguns exemplos de projetos frutos do programa Gira Mundo Israel realizados nas escolas estaduais.

O professor de Geografia, Ezequiel Sóstenes, da Escola Cidadã Integral Técnica Pedro Bezerra Filho, em Camalaú, viajou para Israel no mês de agosto de 2018, passou um mês no país. Ao retornar, aperfeiçoou o projeto ‘Utilização de áreas de preservação permanente como instrumento pedagógico às ações em educação ambiental’. Aplicou o projeto no sítio, Viegas, na cidade de Camalaú, em uma Área de Preservação Permanente no Rio Paraíba-PB.

DESERTIFICAÇÃO
Segundo o professor Ezequiel Sóstenes, ao estabelecer a área de intervenção do projeto, percebeu-se que a terra estava em processo avançado de desertificação. “A área tem histórico de uso e exploração intensivos, por causa da realidade da região e por estarem próximas dos rios, são terrenos mais úmidos e férteis. Ocorre que, para serem introduzidas práticas de cultivo e pastoreio, durante décadas foi sendo gradativamente destruída a mata ciliar do rio de essencial importância para a manutenção ambiental. Erosão do solo, assoreamento do rio, improdutividade, foram os problemas mais preocupantes que encontramos” falou.

AÇÕES DE PROJETO
Para fortalecer a prática das ações do projeto foram realizadas parcerias com o Instituto Nacional do Semiárido (Insa); Programa de Estudos e Ações para o Semiárido (Peasa/UFCG); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Algodão); Módulo de Agroecologia do Departamento de Fitotecnia e Ciências Ambientais (DFCA/UFPB/CCA) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

MODELO

Para restaurar a área foi introduzido um modelo diferente de sistema agroflorestal que integra produção de plantas nativas, forrageiras e cultivo agrícola, o que é permitido por lei. Dessa forma, os agricultores podem produzir e proteger o meio ambiente ao mesmo tempo.

O projeto teve o intuito de trabalhar a relação entre Juventude e Educação Ambiental, diminuindo a perda da identidade territorial juvenil, contribuindo com a eficiência da Educação no controle do êxodo rural ou regional, e no desenvolvimento sustentável da região, além do aumento da participação dos jovens alunos protagonistas nos segmentos que lidam diretamente com o Meio Ambiente. O professor trabalhou com alunos do 1º ano do Ensino Médio e ex-alunos da escola, que deram suporte na execução das etapas.

PESQUISA E DIDÁTICA

Por meio destas parcerias foi instalada uma unidade experimental em uma área de recuperação com características de pesquisa e didática atendendo aos princípios da construção agroecológica, onde foram utilizados sistemas agroflorestais que envolvem plantas de espécies nativas e exóticas extremamente adaptadas a ambientes áridos para fins de melhor cobertura vegetal da área e ações de conservação de solo e água, para replicabilidade do processo, principalmente com outros alunos e agricultores ribeirinhos.

AÇÕES
Os resultados dessas ações possibilitaram trabalhar técnicas e conceitos adquiridos teoricamente quanto às metodologias de recuperação de áreas degradadas, principalmente em Áreas de Preservação Permanente. As aulas de campo e os intercâmbios desenvolveram habilidades necessárias para a formação de potenciais multiplicadores agroecológicos do Semiárido brasileiro.

As práticas nos espaços não-formais responderam de forma eficiente como suporte técnico pedagógico em atividades docentes e desenvolveram habilidades de percepção ambiental, comunicação oral, leitura espacial geográfica, domínio de conteúdo, liderança grupal, planejamento em equipe, observação técnica e de experimentação científica, auxiliando no processo de potencialização dos estudantes enquanto multiplicadores agroecológicos no Semiárido brasileiro.

De acordo com o professor Ezequiel, a equipe técnica do Kibbutz Lotan Center de Israel fez uma visita na região para conhecer a terra. “Através desse projeto de recuperação de áreas degradadas, tive uma possibilidade formidável de desenvolver práticas didáticas de Educação Ambiental, estimulando práticas formais e não formais para os educandos desenvolverem capacidades cognitivas que os possibilitem intervirem de forma sustentável, fazendo uma leitura crítica dos seus espaços geográficos”, contou.

CAPTASOL

Fogão Solar – Outro exemplo é o projeto Captasol – Fogão Solar, desenvolvido pelo professor de Física, Helder Pablo Justino, na Escola Estadual de Ensino Médio Coriolano de Medeiros, em Patos. Após a vivência em Israel no mês de agosto de 2018, o professor iniciou projeto no mês de setembro a dezembro de 2018, e neste ano de 2019 está dando continuidade na Escola Cidadã Integral Auzanir Lacerda, também na cidade de Patos.

Compreendendo o clima quente da região, ‘Captasol’ é um fogão e forno que cozinha alimentos através da energia solar. O projeto visou o aproveitamento da incidência solar na cidade de Patos, que é bem expressiva, e atrelada a isso o uso dessa energia no cozimento de alimentos sem a utilização de gás, de forma natural. Foram construídos fogão e forno solares que serviram para o cozimento dos alimentos, bem como a socialização entre os estudantes e o aprendizado na preparação de alimentos saudáveis.

O projeto teve o objetivo de trazer benefícios diretos para a sociedade em geral e para comunidade escolar. Ao demonstrar ou encaminhar meios e formas para uma necessidade então definida como meio de captação de energia alternativa: energia solar, uma nova forma de utilização.

A prática nessa nova forma de captação de energia inovou o ensino-aprendizagem desse conteúdo, bem como a associação com o meio sustentável de reutilizar materiais, no aproveitamento de descartes obtidos na própria escola, usados para construção do fogão solar.

Para o professor Helder Pablo, o projeto Gira Mundo Israel foi fundamental para o conhecimento de uma nova cultura como nos aspectos semelhantes à região de Patos. “A Paraíba é pioneira nesse projeto, foi uma experiência fantástica e uma aquisição de conhecimento riquíssima, que facilitou a aplicabilidade do projeto aqui. Nós voltamos com a mente aberta para o desenvolvimento do ‘Captasol’”, afirmou.

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