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Criança de três anos só consegue retirar moeda entalada na garganta após delegado ameaçar prender médicos

Com a ação do delegado, moeda foi retirada mais de 12 horas depois que a família procurou atendimento médico

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25/01/2015 às 16h58

Uma menina de três anos com uma moeda entalada na garganta só foi atendida no maior hospital público de Brasília depois que um delegado de polícia foi ao local com a família da garota e ameaçou os médicos de prisão. A família procurou pela primeira vez atendimento médico às 23h de quinta-feira (22), mas a moeda só foi retirada no início da tarde desta sexta-feira, depois da ação do delegado plantonista Ailton Rodrigues. A Polícia Civil vai investigar o caso.

Segundo Francisco Antônio, delegado-chefe da 20ª Delegacia de Polícia, que funciona na região administrativa do Gama, a 35 km do Centro de Brasília, a menina engoliu a moeda na noite de quinta-feira. A família procurou primeiro o hospital público do Gama, o mais próximo de onde eles moram. Lá, informaram que não havia o equipamento necessário para fazer o procedimento e a mandaram para o Hospital de Base, o maior de Brasília, localizado no centro da cidade. Lá, a mesma resposta: falta de equipamento.

A família voltou para o hospital do Gama. Enquanto a mãe ficou com a menina na unidade de saúde, o pai procurou a delegacia. O delegado plantonista Ailton Rodrigues se sensibilizou com o caso e foi ao hospital do Gama. Lá, mesmo com a intervenção do delegado, não conseguiram atendimento. Assim, acompanhados de Ailton, os pais foram novamente ao Hospital de Base.

O programa “Balanço Geral”, da TV Record, flagrou o momento em que o delegado estava no Hospital de Base, tentando fazer com que a menina fosse atendida.

— É suposta omissão de socorro. A gente está resolvendo aqui, porque a grande responsabilidade é a seguinte: se ela vier a óbito numa situação de asfixia, os médicos irão responder, porque eles têm o dever de agir. Irão responder por homicídio doloso. Que seja feito o atendimento dela o mais rápido possível. Saíram lá do Gama para resolver isso pessoalmente. Precisou de autoridade policial para ela ser atendida. Ela tem que ser atendida, se não serão presos em flagrante — disse o delegado Ailton ao “Balanço Geral”, antes da realização do procedimento que tirou a moeda da menina.

O GLOBO 

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