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Estudo mostra que sexo é pior para pessoas que são “obcecadas” no assunto

De acordo com estudos, algumas pessoas tratam o sexo como uma meta, o que faz com que elas sejam mais imediatistas e aproveitem menos a relação

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

02/08/2017 às 15h07

De acordo com o estudo, pessoas que têm o sexo como "meta" costumam aproveitar menos as experiências sexuais (Foto: Shutterstock)

Você sabia que a forma e a frequência com a qual você pensa em sexo podem interferir na qualidade das suas relações sexuais? De acordo com uma série de estudos conduzidos recentemente pelos professores Frédérick Philippe e Robert Vallerand (das áreas de psicologia e comportamento) e publicados no Scientific American, abordar o tema de uma forma específica pode fazer com que as pessoas aproveitem mais ou menos as relações.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram duas formas de abordar o sexo. Segundo eles, enquanto algumas pessoas tem uma “paixão sexual obsessiva”, outras pessoas lidam com a questão de forma mais harmoniosa; e é justamente a segunda categoria que reúne as pessoas mais satisfeitas com o sexo que fazem.

Obsessivos x harmoniosos
Os pesquisadores responsáveis pela série de estudos definem as pessoas sexualmente obsessivas como aquelas que tratam as experiências sexuais como uma meta de vida, tornando-se mais voltadas a imediatismo quando o assunto é a busca de prazer. De acordo com o time de pesquisadores, isso faz com que a vida sexual da pessoa não seja muito bem aproveitada.
Além disso, segundo os estudos, pessoas que abordam as experiências sexuais dessa forma têm mais chances de agir de forma violenta quando se deparam com rejeição na vida amorosa, além de constantemente terem pensamentos sexuais tomando conta da mente.

Enquanto isso, um comportamento harmonioso, segundo os pesquisadores, é aquele em que a pessoa consegue controlar os desejos sexuais sem que outras áreas da vida sejam prejudicadas por dificuldades para se concentrar em algo que não tenha caráter sexual. Além disso, essas pessoas também têm a mente menos “dominada” por pensamentos de cunho sexual e, de acordo com os estudos, têm relacionamentos de melhor qualidade.

Outro ponto levantado pelos estudos é o de que obsessão sexual não é a mesma coisa que a compulsão por sexo, e que tanto as pessoas obsessivas quanto as harmoniosas aproveitam o sexo, mas não com a mesma intensidade.

IG

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