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Fifa aprova pacote de reformas e adia ampliação da Copa do Mundo com 40 times

Medidas buscam dar mais transparência à entidade após escândalos de corrupção

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04/12/2015 às 07h00

Issa Hayatou é o atual presidente interino da Fifa (Foto: Arnd Wiegmann/Reuters)

O comitê executivo da Fifa aprovou um pacote de reformas nesta quinta-feira destinadas a reabilitar a entidade máxima do futebol mundial atingida por escândalos, com propostas de verificações de integridade e limites de mandato para altos dirigentes.

As propostas, que também aumentariam a representação das mulheres, serão apresentadas em fevereiro ao Congresso da Fifa, que tem o poder de alterar os seus estatutos.

Ao mesmo tempo, o comitê executivo, atualmente dirigido por um presidente interino devido à suspensão de Joseph Blatter, adiou decisão sobre uma proposta controversa de expandir a Copa do Mundo de 32 para 40 equipes.

Ironicamente, o anúncio destinado a ajudar na transparência da Fifa foi ofuscado pelas prisões dos integrantes do comitê executivo Alfredo Hawit e Juan Angel Napout num hotel de luxo em Zurique, onde eles estavam hospedados, e a notícia de que autoridades dos Estados Unidos vão indiciar mais dirigentes.

O presidente interino Issa Hayatou disse que o trabalho da comissão seguiria adiante como planejado, com dois dirigentes a menos na mesa.

"Os eventos ressaltaram a necessidade de estabelecer um programa completo de reformas para a Fifa hoje", disse ele a repórteres. "Estas recomendações marcam o início de uma mudança de cultura na Fifa. Um grande passo foi dado". O africano foi flagrado dormindo em um momento durante o evento.

Segundo as propostas, o presidente da Fifa e altos dirigentes ficariam restritos a três mandatos de quatro anos cada, e submetidos a verificações de integridade antes de tomar posse.

Um limite de idade de 74 anos, que tinha sido proposto em um plano original de oito pontos pelo chefe do comitê de auditoria e conformidade Domenico Scala, não foi incluído.

"Desistimos dos limites de idade, porque por definição é arbitrária", disse o chefe do Comitê de Reforma da Fifa, François Carrard, que acompanhou o plano original de Scala.

Um Conselho da Fifa formado por 36 pessoas substituiria o comitê executivo de 25 membros e definiria a "orientação estratégica global", enquanto um secretariado geral supervisionaria as "ações operacionais e comerciais necessárias para executar eficazmente essa estratégia".

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