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Pacotão da decisão: Tardelli herói e Goulart vilão entre festa e confusão

Campeão, atacante atleticano desencanta na Copa do Brasil, enquanto meia-atacante cruzeirense desperdiça principais chances da Raposa em jogo de vários gols perdidos

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27/11/2014 às 10h40

Foi inesquecível para os atleticanos, doloroso para os cruzeirenses. O primeiro título do Atlético-MG na Copa do Brasil vai ficar marcado para sempre, especialmente por ter sido sobre o Cruzeiro, seu maior rival – ainda por cima fechando a temporada sem derrota nos sete clássicos disputados ao longo de 2014: foram quatro vitórias e três empates. A memória atleticana certamente lembrará por muito tempo os detalhes do capítulo final, desse 1 a 0 na noite dessa quarta-feira com o Galo melhor contra uma Raposa valente. De Diego Tardelli se tornando herói na base da insistência e de Ricardo Goulart, na contramão, acabar como vilão ao desperdiçar duas das várias chances claras de gol da partida. Quem sabe fiquem registrados os belos dribles de Éverton Ribeiro e Tardelli, por exemplo, complemento do espetáculo. Ou o antídoto encontrado por Marcelo Oliveira contra a arma letal de Marcos Rocha no duelo de ida. Algumas cenas, como as confusões em campo, realmente valem a pena esquecer. Mas outras são para guardar de recordação, como a festa dupla da torcida do Galo no Mineirão e no Independência.

TARDELLI TARDA, MAS NÃO FALHA

Fundamental na campanha do título do Galo, Diego Tardelli não andava de bem com as redes na Copa do Brasil. Foram sete partidas em branco. Mas o gol ficou para o último jogo, o capítulo final. E olha que não faltaram oportunidades. O atacante desperdiçou duas chances na pequena área e outra sem goleiro. Se com o pé não dava certo, a cabeça resolveu.

Soube se posicionar para evitar o impedimento e para vencer Fábio nos acréscimos do primeiro tempo. O primeiro gol do jogador, o 14º do time na competição, ampliou a vantagem atleticana e deixou a conquista muito bem encaminhada.

GOULART VILÃO EM MEIO A GOLS PERDIDOS

A final evidenciou um jogão de 25 finalizações (10 do Cruzeiro e 15 do Atlético-MG) e a necessidade de se colocar os pés na forma. Em 11 chances claras, só uma resultou em gol. A maioria, diga-se de passagem, foi do Galo, que desperdiçou nove oportunidades: Dátolo sem goleiro, Maicosuel debaixo das traves… Porém, ninguém vai ficar mais marcado do que Ricardo Goulart. O meia-atacante do Cruzeiro teve a chance de marcar logo no início e incendiar a partida, mas errou o chute e a mira, assim como fez no segundo tempo. Apesar de ser um dos destaques da Raposa na temporada, ficou com o rótulo de vilão na noite de quarta-feira.

ANTÍDOTO CONTRA OS LATERAIS

A jogada que iniciou os dois gols atleticanos no primeiro jogo da final, no Independência, não teve vez no Mineirão. Marcelo Oliveira encontrou um antídoto para os arremessos laterais de Marcos Rocha que vão direto para a área. A solução do técnico cruzeirense foi Nilton, que não foi titular na partida de ida. O volante começou jogando na decisão e ficou responsável por cortar todas as bolas levantadas na área pelas mãos do lateral adversário. E cumpriu a função com êxito, afastando todos os lances. 

Porém, não foi o suficiente para a Raposa parar o Galo.

CHAPELARIA ABERTA

Apesar do jogo pegado, Éverton Ribeiro e Diego Tardelli ainda encontraram espaços para desfilar categoria no Mineirão. Ambos aplicaram belos dribles no segundo tempo da partida. Sobrou para os laterais-esquerdos das duas equipes, vítimas dos chapéus. O primeiro a abusar foi o cruzeirense, que aplicou dois balões seguidos em Douglas Santos – embora não tenha completado o segundo, não apagou a plasticidade do lance. Com a mesma técnica aguçada, o atleticano usou a parte externa do pé para levantar a bola e deixar Egídio passando no vácuo.

CLIMA TENSO

O clima esquentou duas vezes durante a final no Mineirão. No primeiro tempo, um bate-boca entre os jogadores começou logo após uma falta de Éverton Ribeiro em Rafael Carioca, e o árbitro Luiz Flávio de Oliveira precisou intervir para evitar uma confusão maior. Porém, na etapa final não houve jeito. Depois da expulsão de Leandro Donizete, que foi direto no corpo de Dagoberto, o desentendimento entre os atletas foi maior, e o policiamento precisou entrar em campo para proteger o juiz.

FESTA DUPLA: MINEIRÃO E INDEPENDÊNCIA

Apenas uma pequena parte dos mais de 40 mil presentes ao Mineirão comemorou perto dos jogadores em campo o primeiro título do Atlético-MG na Copa do Brasil. Mas a festa foi dupla. No Independência (ou Horto para os íntimos), vários atleticanos encheram um lado da arquibancada no estádio foi o primeiro jogo da final e que fica do outro lado de Belo Horizonte. De um canto ou outro da cidade, a capital de Minas Gerais se coloriu em preto e branco.

GE

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