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Após atraso e críticas, liberação de gramados em 2014 vira preocupação

Esbanjando beleza e estrutura de alto nível por dentro, mas ainda com muito trabalho a fazer no entorno, os estádios que recebem a Copa das Confederações estabeleceram uma espécie de consenso. A condição dos gramados, porém, apesar da aparência de tapete, gerou críticas no Mané Garrincha e na Arena Fonte Nova. Com o endosso da […]

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25/06/2013 às 09h50

Esbanjando beleza e estrutura de alto nível por dentro, mas ainda com muito trabalho a fazer no entorno, os estádios que recebem a Copa das Confederações estabeleceram uma espécie de consenso. A condição dos gramados, porém, apesar da aparência de tapete, gerou críticas no Mané Garrincha e na Arena Fonte Nova. Com o endosso da Fifa, a Greenleaf, empresa contratada para realizar o trabalho nos seis palcos, esclarece que o atraso na entrega das arenas impactou na qualidade do solo, que precisaria de mais tempo antes de ser usado. E já se preocupa com o prazo de liberação em 2014, para evitar o problema no Mundial.

Em alguns casos, como o de Brasília, a instalação da grama só pôde ser feita 18 dias antes da abertura oficial. Não há desnivelamento ou buracos, mas alguns tufos soltam com muita facilidade. O clima também não facilitou, com chuvas fortes na maioria das cidades.

– O Brasil ficou atrasado nas obras, e o gramado foi plantado muito recentemente. Não tivemos tempo hábil para preparar como queríamos. O transporte em meio à chuva, a colheita, isso tudo criou problemas. Mas todo o esforço foi feito. Realmente, Brasília não estava dentro do que queríamos, mas atendeu decentemente. E era um jogo só. Não está nota 10, mas foi aprovado pela Fifa. Não interferiu na qualidade do jogo e está melhor do que quase todos pelo Brasil – apontou o engenheiro agrônomo Paulo Azeredo, um dos sócios da Greenleaf.

Sempre após treinos e jogos, uma equipe da Fifa se junta a representantes da empresa para avaliar a condição do solo, cortá-lo novamente e recuperá-lo para o dia seguinte. Nenhuma arena receberá mais do que três partidas no período do torneio, que termina no próximo domingo. Com um método de drenagem de primeiro mundo, a grama é irrigada pouco antes de a bola rolar para tornar a partida mais rápida, algo até então incomum no país.

Após a competição internacional, as respectivas federações, consórcios ou os donos particulares podem utilizar os estádios como quiserem. Mas vão participar de reuniões frequentes com a entidade para não haver prejuízos futuros. No entanto, o Maracanã já ligou o alerta, pois o Engenhão está interditado para reparos emergenciais e só deve retornar à ativa em 2015. Botafogo, Flamengo e Fluminense, em tese, vão precisar mandar jogos no Rio até maio, mas os responsáveis esperam ter de 60 a 90 dias para recuperar o local.

– Esse pouco tempo preocupa para o ano que vem também. No Rio, principalmente. Como vão fazer sem o Maracanã, que vai voltar a ser a dependência? Para a Copa, todos os gramadoas que já foram entregues vão estar maduros, com a raiz forte, mas precisamos de pelo menos 60 dias para trabalhar. Até fevereiro, março pode usar. Depois, não pode ter nada, senão não dá para reclamar. Em Minas Gerais, na Bahia, por exemplo, tem outras opções de estádios. Mas, sem o Engenhão, vamos ver que solução vão arrumar (no Rio) – lembrou Azeredo.

Através de comunicado, a Fifa também apontou o atraso no cronograma como culpado na polêmica, mas crê que o nível dos gramados para as Confederações é bom e explicou que sua participação é apenas na parte de consultoria e acompanhamento. Há uma semana, o secretário-geral, Jérôme Valcke, agradeceu "por só haver um jogo no Mané Garrincha".

"Os projetos e a implementação dos gramados são de responsabilidade do proprietário do estádio. No entanto, devido à importância deste aspecto para o sucesso do evento, a Fifa e o Comitê Organizador Local (COL) forneceram gratuitamente às 12 sedes orientações técnicas de alto nível sobre o tema. Essa ampla pesquisa resultou num documento personalizado para cada estádio e entregue no primeiro semestre de 2012 para nortear a estratégia de implantação dos gramados, observando as diversas variáveis existentes e o nível de excelência necessário. Em sua maioria, os desafios encontrados são resultado da instalação do gramado depois do recomendado, devido à entrega das obras posterior ao prazo requerido em alguns casos. A equipe técnica do COL, no entanto, avalia que, embora haja espaço para melhorar, todos os gramados da Copa das Confederações têm boa qualidade diante do tempo de instalação e estão seguros para o jogo", relata a nota da entidade.

Diante da urgência, o Maracanã, a Arena Pernambuco e o Mané Garrincha tiveram que receber a grama em rolo, e não pelo sistema Strigges (plantado em muda e sem interferência no nivelamento). E Mineirão, Castelão e a Fonte Nova, mesmo com antecedência na inauguração, abrigaram shows em 2013. Os dois primeiros, porém, são considerados perto do ideal e têm sido citados como o padrão que as outras arenas devem seguir.

– Não é o ideal, mas, devido ao tempo, foi o recurso que tivemos. Ainda assim, foi feito um trabalho especial. Os que não foram recém-plantados tiveram shows de axé, do Paul McCartney (BH e Fortaleza). Tudo bem, a gente entende que os estádios precisam de receita. Mas atrapalha um pouco o nosso trabalho – comentou Paulo Azeredo.

No fim das contas, a expectativa é de que sediar competições de alto nível mude a mentalidade dos clubes para que os campos ganhem em qualidade no futebol brasileiro.

– A Copa das Confederações foi feita para se testar, tudo o que está certo e o que está errado. No cômputo geral, todos os (gramados) vão sair com louvor. Daria nota 8. E tenho certeza de que na Copa serão o ponto alto. E com a importância do benefício que trará nesse sentido ao país. Já temos estádios que não estão na Copa, como o do Palmeiras (ainda em obras), do Grêmio, do Sport, procurando e investindo no que há de melhor. Avançamos uns dez anos em dois, acredito – comemora o engenheiro agrônomo.

GE

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