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Vereador Lafayette Gadelha pede CPI para apurar superfaturamento em obra pública de Sousa. Veja!

O parlamentar destacou a necessidade de criar uma CPI para investigar o superfaturamento de construtora, de propriedade do irmão de ex-vereador.

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26/06/2013 às 19h05

Em meio às diretrizes que estão sendo tomadas pelas instituições para atender as reivindicações que ecoam das ruas, o vereador Lafayette Gadelha (PT) chamou para si a responsabilidade de implantar ações na Câmara Municipal de Sousa que vão de encontro a regalias, apadrinhamentos e denúncias que habitam as entranhas do Legislativo sousense.

Numa entrevista concedida ao programa Radar Líder Notícias, da 97.1, na tarde desta terça-feira (25) o parlamentar destacou a necessidade de criar uma CPI para investigar o superfaturamento da construtora Canteiros, de propriedade do irmão do ex-vereador Dedé Veras, em obras que estava acostumada a tocar na gestão do ex-prefeito Fábio Tyrone (PTB). Outras preocupações do petista dizem respeito à redução do recesso legislativo, da omissão dos presidentes de Comissões e de uma denúncia de um popular que estava na folha de pagamento da Câmara sem, entretanto, ter recebido, sequer, um centavo.

No que tange à CPI, Lafayette Gadelha frisou que num momento sublime em que a população indignada com os desmandos administrativos exige o fim da corrupção, a Câmara Municipal de Sousa não pode se furtar do compromisso de apurar o superfaturamento em obras da Canteiros atestado através de uma extensiva documentação que aponta, por exemplo, que a obra da Unidade de Pronta Atendimento (UPA) está inacabada e que muito dos itens que constam no relatório da empresa como realizados ou instalados não existem no prédio. Tendo como agravante que o ex-prefeito Fábio Tyrone (PTB) pagou a conta de uma construção com mais de 75% de irregularidades observadas aos olhos do mais leigo em engenharia que por lá passa.

Quanto ao que chamou de férias excessivas e antagônicas dos vereadores à realidade trabalhista da grande maioria do povo brasileiro, o vereador argumentou sê-las inaceitáveis. Segundo Lafayette, Sousa, com uma população beirando os cem mil habitantes, ainda carece de propostas que atinem pela construção ou reconstrução de setores vitais ao progresso social e econômico do Município. Tarefa que não pode ser delegada apenas ao Poder Executivo que só pode criar e acelerar suas políticas públicas em especial aos mais carentes com o aval dos Vereadores que em tal situação precisam mostrar trabalho.

O vereador chegou a ser contundente em sua carga de adjetivos para precisar a atuação falha ou omissa dos presidentes das Comissões Permanentes cujo objetivo é fornecer parecer prévio dos projetos de lei que tramitam na Câmara Municipal de Sousa. Lafayette chegou a taxar de prática de desculpa para não trabalhar, referindo-se ao descaso, por exemplo, do presidente da Comissão de Finanças com seu ofício, da qual ele faz parte. O vereador informou que é costume do presidente Zenias Alves (PTB) marcar reuniões e delas não participar e nem tão pouco justificar sua ausência. Na contramão dessa inoperância, Lafayette relatou que muitos são as matérias que se encontram engavetadas, destacando o aluguel social para benefícios de seis famílias sem-teto que a mais de quinze dias aguardam por uma decisão da comissão de Finanças. Para sanar esse descaso, o parlamentar está analisando uma forma de penalizar os presidentes de comissão gaveteiros.

Em relação à acusação de um popular que há anos tem seu nome na folha de pagamento da Câmara na condição de assessor parlamentar sem receber um tostão, pior, sem autorizar a inclusão do seu nome e nem assinar nada que comprove o recebimento do salário ou ateste seu vínculo empregatício com a Câmara, Lafayette Gadelha argumentou tratar-se de mais um caso que não deve ser apenas da competência do presidente apurar, mas do coletivo que é representado pela sociedade. Esta que requer ética e o exercício da honestidade e transparência com a coisa pública. O vereador disse que a primeira vista o caso é grave e defende o fim de uma prática que, segundo ele, é promíscua, o recebimento dos salários dos assessores pelos vereadores, através de procuração. Talvez venha ai mais uma CPI.

DIÁRIO DO SERTÃO com Assessoria

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