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Projeto da UEPB oferece orientação sobre relações parentais para melhorar convívio entre pais e filhos

O projeto de extensão da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) oferece a oportunidade para esses pais trabalharem seu convívio com os filhos .

Por Priscila Belmont

11/10/2017 às 10h30

O projeto deve continuar avançando e contribuindo nas relações familiares no ano que vem

Lidar com situações acerca das relações parentais podem ser um grande obstáculo para muitos pais e mães que enfrentam dificuldades com a educação e formação de seus filhos adolescentes. Dialogar sobre assuntos relacionados à família, futuro profissional, drogas, sexualidade, entre outros, muitas vezes impõe barreiras que impedem a aproximação entre eles. Sabendo dessas dificuldades, um projeto de extensão da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) oferece a oportunidade para esses pais trabalharem seu convívio com os filhos visando uma formação moral, explorando as relações de respeito, diálogo e cooperação entre eles.

Iniciado em maio deste ano, o projeto “Trabalhando as relações parentais e o desenvolvimento socioafetivo de adolescentes em Escolas do Ensino Fundamental”, coordenado pela professora do Departamento de Educação da UEPB, Magnólia de Lima Sousa, tem como propósito trabalhar a expectativa, as dificuldades e a necessidade das famílias no que diz respeito à Educação. Durante as atividades do projeto, que faz parte do Programa de Concessão de Bolsas de Extensão (PROBEX) – Cota 2016/2017, são trabalhados conceitos de valores, limites, desenvolvimento de afetividade, autoestima e muitos outros para complementar a formação educacional que os jovens recebem.

De acordo com a professora Magnólia de Lima, estão inscritos no projeto 45 participantes entre pais e mães de adolescentes matriculados nas escolas municipais de Campina Grande “Tiradentes”, “Padre Antonino” e “Manoel da Costa Cirne”. Uma vez por semana, eles se encontram na UEPB para dialogar, trocar experiências e refletir sobre como podem participar de forma mais efetiva na educação dos filhos, como parte de um processo de formação associada ao que é desenvolvido na escola. “Nosso propósito é subsidiá-los nesse processo de relação com os jovens. Os pais querem participar da vida dos filhos, mas em determinadas situações não sabem como. Por isso nossa intenção é ajudá-los a compreender o papel de cada um nesse processo”, explica a coordenadora.

Como a linha programática do projeto é inserida em Desenvolvimento Humano, os temas são relacionados às discussões atuais como drogas, valores, respeito, afeto, diálogo, DSTs e Aids, limites e autoridade, entre outros. “Muitas vezes existe um conflito no que diz respeito à responsabilidade da escola e a responsabilidade da família. A escola diz que a família se isenta da educação de valores dos filhos. Por isso trabalhamos esses conceitos para que eles saibam como participar mais desse processo, melhorando suas relações com os filhos. São muitas histórias incríveis de superação e conquistas que fazemos a partir de um trabalho em grupo que traz bastante resultado”, diz a professora Magnólia.

Estimulando a dinâmica em grupo e a dramatização de situações reais, o projeto tem conquistado resultados positivos, segundo os participantes. A dona de casa Manoela da Silva, moradora do bairro Jardim Quarenta, mãe de dois filhos, um de 11 e outro de 15 anos, confirma a contribuição que tem recebido desde quando ingressou na atividade. De acordo com ela, seu entendimento com os filhos tem melhorado tanto no quesito confiança, como, principalmente, no respeito entre as partes. “Consegui estabelecer uma relação de confiança maior entre nós e isso fez com que eles me respeitassem mais. Aqui eu compreendo como posso melhorar como mãe e melhorar a educação deles, principalmente na questão da obediência”, relata.

Com previsão de desenvolvimento destas primeiras atividades até o final do mês de novembro, o projeto deve continuar avançando e contribuindo nas relações familiares no ano que vem, já que existe a possibilidade de renovação da Cota PROBEX e ainda com a chance de transformar a iniciativa em um programa, o que ampliaria seu alcance, tanto na participação de mais pais e mães, como na inserção de mais escolas. “Temos o objetivo de aumentar os participantes dessas três escolas que já fazem parte do projeto e ainda poder transformá-lo em programa, para também chegar em outras escolas municipais de Campina Grande”, projeta a professor Magnólia de Lima.

Assessoria

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