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Preso custa 13 vezes mais que um estudante para o governo, diz Cármen Lúcia

Presidente do STF disse que um preso demanda R$ 26,6 mil a mais do que um aluno por ano, e afirmou: "alguma coisa está errada na nossa pátria amada”

Por Estagiário

12/11/2016 às 00h35 • atualizado em 11/11/2016 às 20h40

Segundo ministra do STF Cármen Lúcia, o combate à violência exige ações em conjunto entre os Estados e a União Fonte: Último Segundo - iG

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, disse nesta quinta-feira (10) que um preso custa, por mês, para os cofres públicos R$ 2,4 mil e um estudante do ensino médio, R$ 2,2 mil, por ano. Segundo a ministra, os números mostraram que “alguma coisa está errada na nossa pátria amada”.

As afirmações da ministra do STF foram feitas em Goiânia, onde ela participou de uma reunião entre secretários de Segurança Pública dos Estados para debater o Plano Nacional de Segurança, que está em discussão pelo governo federal.

Segundo a presidente do Supremo Tribunal Federal, o combate à violência exige ações em conjunto entre os Estados e a União. “Darcy Ribeiro fez em 1982 uma conferência dizendo que, se os governadores não construíssem escolas, em 20 anos faltaria dinheiro para construir presídios. O fato se cumpriu. Estamos aqui reunidos diante de uma situação urgente, de um descaso feito lá atrás”, disse a ministra.

Na semana passada, a ministra, que também preside o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), fez uma visita surpresa ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Durante a inspeção, onde observou no local os mesmos problemas que atingem a maioria dos presídios brasileiros, como superlotação, carência de servidores e prestação precária de serviços.

Segurança pública

No encontro do último dia 28, os chefes dos três Poderes da República concluiram que é necessário construir um pacto nacional para a segurança pública, na busca por soluções aos problemas do setor recentemente registrados em Estados como Rio Grande do Norte, Maranhão, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Responsabilidade dos Estados, a área, segundo havia antecipado o presidente Michel Temer vive um momento de “angústia” que exige o envolvimento dos três Poderes.

O governo federal liberou neste ano R$ 778 milhões para compra de equipamentos para a Força Nacional de Segurança Pública e para as polícias estaduais. A previsão é que a Força Nacional atinja nos próximos anos um contingente de sete mil integrantes.

Durante o encontro, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, informou que a Corte já determinou a utilização imediata das verbas do Fundo Penitenciário para a construção de novas prisões e para os projetos de melhoria das existentes.

IG

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