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José Antonio

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Extrema pobreza

08/11/2019 às 09h14

Coluna de José Antônio

Nos últimos dias o que mais se noticia neste país é os bilhões de reais que valem a riqueza com a extração de petróleo, outros bilhões que estão armazenados nos “fundos de pensões”, dos bilhões em minérios e biodiversidade da Amazônia, além de outros muitos bilhões e trilhões que este imenso e rico país possui.

Mas como entender como um país tão imensamente rico como o nosso, a maioria de sua população vive em extrema pobreza?

Os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), neste último dia seis, com a Síntese de Indicadores Sociais, aponta que, em média, “1 milhão de brasileiros por ano desceu abaixo da linha da pobreza entre 2015 e 2018, quando 6,5% da população estava classificada como pobre, o maior índice da série, iniciada em 2012”.

Os dados divulgados mostram que, no ano passado, o rendimento dos 10% mais ricos foi 13 vezes maior que o dos 40% mais pobres.

A diferença de rendimentos entre os 10% mais ricos para os 40% mais pobres apontam que em

2012 – 12,9 vezes
2013 – 12,5 vezes
2014 – 12,5 vezes
2015 – 12 vezes
2016 – 12,4 vezes
2017 – 12,4 vezes
2018 – 13 vezes

Desigualdade entre brancos e negros

Ainda sobre rendimentos, a pesquisa voltou a mostrar diferenças entre gêneros e raças. “Em 2018, os brancos ganhavam em média 73,9% mais do que pretos ou pardos. Os homens ganhavam, em média, 27,1% mais que as mulheres e os 10 mais ricos têm rendimento 13 vezes maior que os 40 mais pobres”.

“Enquanto 16,4% da população branca estava entre os 10% com maiores rendimentos, apenas 5% da população preta ou parda encontrava-se nessa mesma classe de rendimentos em 2018.

Em 2018, “os negros tiveram rendimento médio domiciliar per capita de R$ 934, diante do rendimento médio de R$ 1.846 das pessoas de cor ou raça branca”.

E os jovens que nem trabalham, nem estudam?
Em 2018, 23% dos jovens de 15 a 29 anos, 10,9 milhões que não estudavam, nem trabalhavam, os chamados nem-nem. Foi o maior índice da série histórica.

Entre os jovens de 18 e 24 anos, a “incidência chega a 27,9% e nos jovens adultos, de 25 a 29 anos, a taxa de nem-nem é de 25,9%”. Segundo o IBGE, o “fenômeno é fortemente influenciado pela interrupção dos estudos. Os dados mostram que dos jovens de18 a 24 anos nessa condição, 46,6% não tinham concluído o ensino fundamental e 27,7% terminaram apenas essa etapa. Na faixa entre 25 e 29 anos, a proporção é de 44,1% e 31,2%, respectivamente. Dos jovens que concluíram o ensino médio, há mais nem-nem entre quem fez ensino regular do que entre os que concluíram o ensino técnico”

Outros dados desta Síntese de Indicadores Sociais, divulgados pelo IBGE, impressionam e estarrecem com o quanto existe ainda, neste rico país, de desigualdades sociais. E fica a pergunta: quando será que vamos ter um sistema de governo capaz de distribuir um pouco desta imensa riqueza com os que vivem abaixo da linha de pobreza?

Vale lembrar que o capitalismo “domina o mundo” e que de 7 bilhões de pessoas que vivem no planeta, 4 bilhões estão abaixo da linha de pobreza e 1,2 bilhão passam fome. E o mundo socialista? Não seríamos mais “felizes” se pudéssemos distribuir ou partilhar uma pequena parte desta fortuna com quem dela precisa para ter uma vida digna?
Diante de tanta fome, que o IBGE constatou existir no Brasil, qual a nossa posição? Como devemos agir? Que rumo tomar? Todas estas perguntas nós temos como responder na hora de votar, de escolher quem vamos mandar para nos representar em Brasília, em nosso estado e em nosso município. Acho que depende muito de todos nós.

José Antonio

José Antonio

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

Contato: altopiranhas@uol.com.br

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José Antonio

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

Contato: altopiranhas@uol.com.br