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Fóssil de dinossauro encontrado em cidade do Ceará é devolvido a museu de universidade do Cariri

O fóssil foi encontrado em 2008 no Cariri cearense e esteve durante muito tempo no Museu Nacional do Rio de Janeiro. O vestígio não foi atingido pelas chamas do incêndio em 2018

Por Luiz Adriano

08/12/2020 às 10h15 • atualizado em 08/12/2020 às 10h20

O fóssil tem entre 110 e 115 milhões de anos e pertence a uma espécie única de dinossauro ((Foto: Divulgação/Museu Nacional)

Um fóssil de Dinossauro que foi encontrado há 12 anos na cidade de Santana do Cariri, Região do Cariri cearense, foi devolvido neste domingo (06) para o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, da Universidade Regional do Cariri (Urca). Os ossos foram encontrados em 2008 na mina Pedra Branca e inicialmente foi estudado pelos pesquisadores da Urca, em seguida foi levado para Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para mais análises. Logo após foi levado para o Museu Nacional do Rio de Janeiro. Em 2018 houve o incêndio no Museu e o fóssil não foi atingido pelas chamas. A partir dai o vestígio histórico ficou com a guarda de um dos pesquisadores do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O fóssil pertence à espécie mais antiga de dinossauro já encontrada na Bacia do Araripe, onde a mina é situada. Na época em que foi encontrado os vestígios no Cariri cearense, a notícia se espalhou pelo mundo, chegando a ser divulgada em revistas científicas internacionais, como a britânica Nature.

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O fóssil tem entre 110 e 115 milhões de anos e pertence a uma espécie única de dinossauro, que à época ainda não era conhecida por pesquisadores. Em julho deste ano, ela foi apresentada publicamente como Aratasaurus museunacionali, cujo primeiro nome faz referência ao termo “nascido do fogo”, em alusão ao incêndio que consumiu o museu onde o fóssil estava guardado.

Segundo um dos responsáveis pela descoberta do fóssil, o paleontólogo Álamo Saraiva, a volta dos ossos para o museu no Cariri do Ceará vai fortalecer o “turismo científico na cidade de Santana do Cariri”. Conforme Álamo, isso deve ocorrer pelo fato do objeto atrair pesquisadores do mundo inteiro, que pretendem estudar esse tipo de animal histórico.

Estudos sobre a espécie

De acordo com pesquisas científicas, a espécie encontrada em Santana do Cariri, indicam que eram animais do grupo de dinossauros predadores Coelurosauria. Esses bichos eram carnívoros, podiam chegar a ter até quatro metros de altura e têm as aves como representantes atuais.

O fóssil encontrado é de um animal jovem, que tem altura estimada em 3,12 metros e um peso equivalente a 34 quilos. Boa parte dos Aratasaurus, segundo paleontólogos, pode ter vivido na região da América do Sul, principalmente no Nordeste do Brasil.

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