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Eike Batista pedirá dinheiro novo a credor para evitar a recuperação judicial

O empresário Eike Batista vai dar sua última cartada com os credores para evitar a recuperação judicial da OGX, possibilidade que já vem sendo estudada pelo grupo, segundo apurou a Folha com cinco executivos envolvidos nas negociações. A recuperação judicial permitiria que a OGX, que está quase sem dinheiro, suspenda o pagamento de suas dívidas […]

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05/09/2013 às 07h34

O empresário Eike Batista vai dar sua última cartada com os credores para evitar a recuperação judicial da OGX, possibilidade que já vem sendo estudada pelo grupo, segundo apurou a Folha com cinco executivos envolvidos nas negociações.

A recuperação judicial permitiria que a OGX, que está quase sem dinheiro, suspenda o pagamento de suas dívidas até que um plano de reestruturação seja aprovado.

Para evitá-la, sua equipe empenha-se em convencer os donos dos títulos de dívida ("bonds") a se tornarem acionistas e a investirem dinheiro novo na petroleira.

Eike já sinalizou aos credores que não está disposto a injetar US$ 1 bilhão na OGX, como havia prometido.

Na próxima terça-feira, o plano deve ser apresentado aos detentores dos títulos em Nova York, mas uma decisão pode demorar três semanas. A proposta é que eles injetem entre US$ 250 milhões e US$ 500 milhões no negócio, além de converter os US$ 3,6 bilhões de títulos de dívida em participação acionária.

A conversão em ações não seria feita de forma direta, mas de maneira que permitiria acomodá-los e diluir a participação de Eike, hoje de 50,15%. Desde março, ele já vendeu 11% de suas ações da OGX na Bolsa.

Os credores ainda pretendem cobrar que Eike exerça a "put", que é a injeção de US$ 1 bilhão por meio da compra de ações a R$ 6,30. Ontem, os papéis fecharam a R$ 0,41. Com a renúncia dos conselheiros independentes, a decisão de fazer valer a "put" é do comando da OGX.

Mas Eike já disse que vai abrir mão de todas as suas ações caso isso o poupe do aporte. Uma alternativa é executar as garantias dos empréstimos tomados por ele, o que o forçaria a entregar as ações aos bancos e o impediria de exercer a "put".

Segundo a Folha apurou com fontes próximas aos credores, ainda não foi tomada uma decisão, mas a injeção de capital novo "não é algo comum e pode ser difícil".

Cerca de 40% da dívida da OGX pertence hoje a seis grandes grupos internacionais, como Pimco e BlackRock, mas o restante está pulverizado nas mãos de dezenas de investidores.

A OGX já atrasa pagamentos e há dúvidas de que o caixa dure além deste mês. Eike contava com o dinheiro da Petronas, que comprou 40% de um campo da OGX, mas a companhia avisou que não concluirá o negócio antes da reestruturação da dívida.

OGX, EBX e credores não se manifestaram oficialmente.

Folha

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