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Instituto de SP revela que água de Boqueirão oferece risco à saúde e tema vira reportagem na Record

"Regiões outras que estejam passando por um período de seca, onde essas águas estejam baixas, essas águas deveriam ser estudadas”. Alertou pesquisadora

Por Luzia de Sousa

30/03/2018 às 06h06 • atualizado em 29/03/2018 às 18h43

O peixe zebra fisher, conhecido como Paulistinha, revelou que a água do açude Epitácio Pessoa, (Boqueirão), que abastece Campina Grande e outras cidades da Paraíba, oferece risco à saúde da população. Essa matéria foi destaque no Fala Brasil da Rede Record de Televisão nessa quarta-feira (28), após ser escolhida no site da emissora com 63% dos votos.

A água de 14 fontes que abastecem a região de foram testadas pelo Instituto Butantan, em São Paulo, onde receberam embriões do peixe, que segundo os pesquisadores do instituto tem os mesmos órgão dos humanos e 70% dos genes do homem. De acordo com a pesquisadora responsável pelos testes, Mônica Lopes, em 90% das amostras, de cada 10 peixes, quatro morreram e seis cresceram com deformidades.

“O que vi nessas diferentes águas é que a maior parte delas causava deformação na coluna, edema cardíaco, má formação. Alguns não tinham boca, olhos”, revelou Mônica.

Pesquisadora Adriana Melo pediu a pesquisa da água (Foto: Artur Lira/G1)

A má formação dos peixes devido a água foi analisada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde atestou que sofreram toxinas presentes em cianobactérias. O perigo dessas baterias é maior em reservatórios com menores volumes de água.

Essa pesquisa foi encabeçada na Paraíba no ano passado pela médica e pesquisadora Adriana Melo, de Campina Grande, mundialmente conhecida e respeitada por seus estudos sobre a relação entre vírus da zika e microcefalia. O pedido para o estudo com os peixes pelo instituto foi de Adriana Melo, que revelou que está buscando financiamento para a pesquisa, que agora é avaliar o maior número de má formação.

A médica já alertava para o perigo da água consumida por mais de 1 milhão de paraibanos. Boqueirão começou a receber as águas da transposição do Rio São Francisco e está atualmente com 16,79% da sua capacidade total, segundo a Aesa.

Foi exibida uma reportagem na Rede Record de televisão

O outro lado
O tema foi discutido na Paraíba, e João Mota, diretor de Operações da Cagepa, presente à audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, proposta pela deputada Daniella Ribeiro (PP), em 2016, rebateu as afirmações dos pesquisadores. Além de lembrar o esforço da empresa, desde 2013, para se preparar para o racionamento (troca de toda a frota de veículos de Campina Grande, de todos os hidrômetros, eliminação de vazamentos etc.), disse que a amostra de água analisada foi de carros-pipa e de poços. João Fernandes, da Aesa (Agência Executiva das Águas), por seu turno, usou argumentos semelhantes para fazer o contraponto e garantiu que a água boa de beber para Campina Grande e região vai chegar. “Porque vai chover, só não sei dizer quando”, disse.

Mais
A pesquisadora Mônica Lopes ainda fez uma alerta para outras regiões que estão sendo abastecidos por reservatórios que estejam com pouca água acumulada. “É uma alerta para todo o Brasil, não só o Nordeste, mas regiões outras que estejam passando por um período de muita seca, onde essas águas estejam baixas, azuladas ou verdes, essas águas deveriam ser estudadas”.

PORTAL DIÁRIO com vídeo do R7

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