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VÍDEO: Governador fala pela 1ª vez sobre escândalo da Cruz Vermelha e diz que não vai afastar secretários

Os desdobramentos da operação que investiga o caso virou notícia no programa Fantástico da TV Globo, neste domingo, no quadro “Cadê o dinheiro que tava aqui”

Por Jocivan Pinheiro

04/02/2019 às 22h01 • atualizado em 04/02/2019 às 22h12

O governador João Azevêdo (PSB) falou pela primeira vez com a imprensa sobre o escândalo de desvio de dinheiro público na prestação de serviços da Organização Social Cruz Vermelha dentro do Hospital de Trauma de João Pessoa. Os desdobramentos da operação que investiga o caso virou notícia no programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (03), no quadro “Cadê o dinheiro que tava aqui”.

Na última sexta-feira (1º), para dar cumprimento a mandados de busca e apreensão, a polícia foi à casa de Livânia Farias, secretária de Administração do Governo do Estado da Paraíba, e também à casa de Waldson Souza, secretário de Planejamento, e da empresária Analuisa de Assis Ramalho.

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O governador João Azevêdo disse que não há motivos para afastar a secretária e o secretário dos seus cargos porque eles são apenas objetos de investigação e não há nenhuma prova contra eles.

“Primeiro que não se pode julgar nem condenar por antecipação. Os secretários citados na matéria foram objetos de um mandado de busca para recuperação de documentos, ou não, que o Ministério Público entendeu fazer. Isso não significa absolutamente culpabilidade de quem quer que seja, até porque os fatos que levaram a essa decisão refere-se ao fato do secretário Waldson ter sido secretário de Saúde em 2011 e 2012 e ao fato da secretária de Administração ter feito o trabalho de licitação da época de contratação, ou seja, não se trata de dúvida sobre o trabalho feito pela Cruz Vermelha com relação à Secretaria de Saúde”, respondeu o governador.

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Polícia realizou buscas nas casas de secretários do Estado em João Pessoa

O contrato da Cruz Vermelha com o Governo da Paraíba para administrar hospitais do estado é de R$ 1,7 bilhão e foi fechado em 2011, na gestão do então governador Ricardo Coutinho (PSB). Semana passada, com a deflagração da segunda fase da Operação Calvário, o atual governador João Azevêdo decretou intervenção na atuação da empresa. No entanto, segundo ele, o modelo de administração da referida OS é correto e satisfatório, mas é preciso investigar se há fraudes na relação da Cruz Vermelha com seus fornecedores, e não com o Governo do Estado.

“Acho que o processo está sendo tratado como precisa ser tratado. O Governo do Estado não foi citado e nem envolvido em absolutamente nada. Nós tomamos providências, inclusive, com a intervenção para preservar o serviço que precisa ser prestado. Não está em discussão o modelo de OS porque esse foi o modelo que tirou o Hospital de Trauma do caos que ele era em 2011 para essa situação de ser o único hospital do Nordeste de acreditação nível B. É um hospital que presta serviço à população de excelente qualidade. Fecha aquele hospital que você vai ver o que vai acontecer com a saúde do estado da Paraíba, principalmente da região metropolitana”.

Assista ao vídeo abaixo para entender como o golpe funciona

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