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Catadores de Cajazeiras contam rotina difícil no lixão: “Dói muito viver aqui”. Veja vídeo!

O catador Erinaldo Aguiar revelou que é um trabalho difícil, pois colhe material nas ruas e transporta numa carroça.

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09/09/2015 às 16h45

É do lixo que eles tiram o sustento. Num galpão disponibilizado pela prefeitura, os catadores de materiais recicláveis de Cajazeiras realizam diariamente um trabalho árduo e de pouco retorno financeiro, mas que tem amenizado a situação de pobreza de algumas famílias. 

Apesar das associações de catadores que se espalham pelo país, esse agente social tão importante ainda enfrenta muitas dificuldades devido à falta de políticas públicas voltadas para o cuidado com o lixo doméstico.

 

Dia a dia
O catador Erinaldo Aguiar revelou que é um trabalho difícil, pois colhe material nas ruas e transporta numa carroça. Acompanhado da esposa, ele contou que após a coleta leva o material para ser prensado.

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Papelão, garrafa peti e ferro são materiais que tem compradores certos, que segundo Erinaldo Aguiar, são da cidade de Sousa e do vizinho estado do Ceará.

Elisângela Conceição confessou ser muito cansativo, pois anda quilômetros a pé: “Tem dia que não vou porque não agüento de tanta dor”.

Ela disse que sonha ter um veículo para ajudar no trabalho que é difícil e exaustivo. “A gente sonha ter uma pampinha velha”.

Apoio
Em Cajazeiras, a prefeitura tem buscado alternativas para valorizar a categoria de catadores. Além de alugar um galpão com máquinas que auxiliam no trabalho de reciclagem, esse ano foi lançado o projeto Reciclarte, que propõe uma parceria com os catadores para confeccionar adornos natalinos com material reaproveitável.

O presidente da Associação dos catadores (ASCAMARC), Leandro Silva explicou que no balcão é feita a separação do material e depois a venda, além de estacar importantes parcerias.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Kaliel Conrado disse que o projeto Reclicarte está em fase inicial e tem como meta confeccionar três grandes árvores natalinas de garrafa peti. “Além de comprar vamos proporcionar cursos para que aprendam a manusear as garrafas peti”.

 

Dados
De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE, coleta-se no Brasil diariamente quase 150 mil toneladas de resíduos domiciliares e 53% desse material vai para os lixões, ao invés de passar por processo de seleção e reciclagem.

No meio disto estão homens e mulheres que fazem da atividade de catador uma forma de agir diretamente contra esse impacto negativo ao meio ambiente e ao mesmo tempo garantem o seu sustento.

DIÁRIO DO SERTÃO

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