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‘Vamos ficar. Se apanharmos, será por causa justa’, diz caminhoneiro após convocação das Forças Armadas

— Estamos decididos a ficar. Se apanharmos, será por causa justa. Pelos nossos direitos — diz Rodrigo Teixeira.

Por Extra Globo

25/05/2018 às 15h29

Rodovia Regis Bittencourt, em Embu das Artes, São Paulo: movimento continua nas estradas do estado Foto: Edilson Dantas

A mensagem ainda nem tinha chegado no grupo de Whatsapp dos caminhoneiros parados em um bloqueio na rodovia Regis Bittencourt, em São Paulo por volta das 13h, mas já corria no boca a boca a notícia de que o governo havia autorizado o Exército a desbloquear as estradas, no quinto dia de greve de caminhoneiros no país. Reunidos em uma das barreiras da via, porta-vozes do grupo afirmam que não vão tirar seus caminhões das estradas.

— Estamos decididos a ficar. Se apanharmos, será por causa justa. Pelos nossos direitos — diz Rodrigo Teixeira, considerado um dos porta-vozes informais entre os caminhoneiros: — O Exército vai ter que bater em muita gente. Vai ter que ter sangue para preservarmos nossos direitos. Todos aqui só queremos trabalhar dignamente.

O Comando Militar do Sudeste tomou conhecimento da determinação de Temer pelo pronunciamento do presidente na televisão.

Até as 14h, não havia nenhuma ordem do comandante das Forças Armadas para iniciar operações de desbloqueio das rodovias paulistas.Os bloqueios cresceram ao longo do dia. Em alguns pontos da Regis Bittencourt caminhões ocupam acostamento e uma das vias. Há agentes da Polícia Rodoviária Federal e da Força Tática da Polícia no local, mas apenas para monitoramento. Embora os policiais circulem armados pela via, agentes afirmaram que não receberam ordens para intervir.

Nos bloqueios, manifestantes decidem quais veículos podem passar. Caminhões e vans de carga são orientados a encostar. Os que furam um bloqueio são parados mais adiante. A comunicação é rápida entre os caminhoneiros de um bloqueio e outro, pelo WhatsApp.

— Somos nós que orientamos aqui. Liberamos carro de passeio, ambulância, remédios, carga animal. Não estamos impedindo ninguém de passar, por isso não tem por que haver nenhuma intervenção — afirmou outro motorista.

Os caminhoneiros afirmam ainda que a proposta de reduzir o preço do diesel em 10% não é suficiente.

— Queremos que o diesel baixe a pelo menos R$ 2,80 na bomba. Esses 10% não é nada. Pagamos impostos, pneu. No final não sobra nada para a gente — diz Magno. Moradores e comerciantes locais oferecem comida, água e café para os caminhoneiros.

Há relatos de que empresas de caminhão também contribuem nessa logística.

— Mas normalmente o pessoal vem sem estar caracterizado como sendo da empresa. Sem uniforme nem nada. Só falam que vieram de tal e tal lugar. Os patrões não estão nos obrigando a furar bloqueio nem seguir viagem — diz o caminhoneiro Rodrigo Marques, em outro ponto da rodovia.

Ao lado, outro caminhoneiro se grava em vídeo, enquanto faz sinal de avançar ou parar para os carros que circulam em apenas uma pista. Outro faz uma ligação pelo Whatsapp para a família e manda um beijo pela tela para o filho.

Alguns quilômetros mais adiante, em outro bloqueio, o caminhoneiro Expedito Farias, há décadas na boleia de um caminhão, desabafa:

— Somos chamados de preguiçosos, de vagabundos, mas a verdade é que a vida na estrada ninguém sabe como é.

Fonte: https://extra.globo.com/noticias/economia/vamos-ficar-se-apanharmos-sera-por-causa-justa-diz-caminhoneiro-em-bloqueio-22716782.html

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