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Veja a casa de Gleici, do ‘BBB 18’: Sister teve o pai assassinado pelo tráfico e passou fome

Uma das favoritas ao prêmio de R$ 1,5 milhão no “BBB 18”, a acreana Gleici Damasceno, de 23 anos, leva uma vida muito diferente da que desfruta no reality show.

Por Extra

25/03/2018 às 11h51 • atualizado em 25/03/2018 às 12h13

Mãe de Gleici na casa em que a sister mora, no Acre Foto: Jardy Lopes

Uma das favoritas ao prêmio de R$ 1,5 milhão no “BBB 18”, a acreana Gleici Damasceno, de 23 anos, leva uma vida muito diferente da que desfruta no reality show. De origem humilde, ela cresceu na zona rural e vive hoje em uma casa simples, de madeira e alvenaria, e três cômodos, com a mãe, o irmão mais velho e a sobrinha de 3 anos na periferia da Baixada da Sobral, uma das áreas mais violentas da capital do Acre.

Gleici viu a violência de perto quando o seu pai foi assassinado há três anos, dentro de casa e na frente da irmã mais nova, pelo tráfico de drogas que domina a região. O pai da sister era dependente químico e se separou da mãe dela quando Gleici tinha 6 anos.

Sem internet e TV a cabo em casa

Na mesma época, a mãe, Vanuzia, de 39, foi diagnosticada com um câncer no útero e teve que abandonar o emprego no gabinete de uma vereadora da cidade, sua ex-patroa. Para a função, ela ganhava R$ 2 mil, renda essa que era complementada como zeladora da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) à noite. Coube a Gleici assumir as despesas da família. Sem internet e TV a cabo em casa, Vanuzia, e o irmão da sister, Gleisson, de 24, acompanham o programa graças à generosidade dos vizinhos, que cederam um ponto.

Irmão de Gleice na casa onde eles moram, no Acre Foto: Jardy Lopes

Sister dorme em uma cama na sala

A casa é protegida por uma cerca de madeira e possui um quarto, cozinha e sala (mobiliada com um sofá simples, uma TV e a cama da Gleici). “Íamos usar o 13º (salário) dela para desmanchar a sala e fazer um quartinho aqui. Era o sonho dela”, conta a mãe, que sobrevive atualmente com a ajuda de vizinhos e do dinheiro da exoneração de Gleici no cargo comissionado na Assessoria de Juventude, no Governo do Estado.

Compra fiado em mercearia

A acreana ganhava R$ 2,700 para sustentar a família, comprar remédios para mãe, pagar contas de água e luz, despesas dos irmãos e suprir a casa de alimentos. Ela também usava o dinheiro para pagar metade da faculdade de Psicologia na Uninorte. Os outros 50% são custeados pelo Fies (programa de financiamento estudantil do Governo). A família Damasceno tem uma conta fiada no mercadinho que fica na frente da casa. “Ela acerta tudo direitinho. É uma menina honesta. Dá gosto de ver”, elogia o comerciante Manoel Malveira.

Família passou fome

A casa da família é própria, fruto do esforço do trabalho de Vanuzia, que durante anos deu duro como empregada doméstica. A matriarca juntou o dinheiro de uma rescisão contratual e conseguiu um empréstimo para comprar o imóvel. Foi quando a família deu uma melhorada de vida. Até a adolescência, Gleici viveu na extrema pobreza, com a mãe tendo que sustentar sozinha os três filhos e ainda pagar aluguel.

Rua que dá acesso à casa de Gleici, no Acre Foto: Jardy Lopes

“Com um salário mínimo não dá para pagar tudo. Algumas vezes, eu os mandava tomar café na casa de um parente ou outro e, às vezes, não tinha o que fazer, eu fechava os olhos e deixava ir para escola sem tomar café mesmo”, relembra a mãe, emocionada.

Inconformada com a realidade em que vivia, Gleici decidiu trabalhar aos 12 anos como babá e passou a ajudar nas despesas. Quando fez 15 anos, pediu à mãe um computador de presente. “Trabalhei muito para juntar dinheiro, mas não consegui. Até que um tio se ofereceu para fazer um crediário. A Gleici chorou muito quando viu o computador”.

O trabalho comunitário cresceu, e Gleici quis criar uma associação e lutou por uma biblioteca comunitária. “O que motivava a Gleici era a história de vida do pai dela, que ela nem gosta muito de falar, mas levava ela a não aceitar aquilo que parecia ser seu destino”, acredita o amigo.

Assim como sister, a mãe não aceita o papel de “coitadinha” para a filha e diz que ela é inteligente, esforçada e determinada:

“Gleici não gosta de ser coitadinha, de ser vitimizada. Ela lutou contra isso a vida toda e sempre disse que seria alguém na vida. A história dela é diferente porque ela nunca se acomodou, nunca se conformou. Minha filha não é a única daqui a passar por essas dificuldades, nem é melhor por causa disso. Em cada esquina aqui a gente encontra uma Gleici, mas poucas com a coragem e a determinação dela”, diz Vanuzia.

Fonte: Extra - https://extra.globo.com/famosos/veja-casa-de-gleici-do-bbb-18-sister-teve-pai-assassinado-pelo-trafico-passou-fome-rv1-1-22521032.html

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