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Tite: “Não vou para Brasília nem antes nem depois da Copa”

VÍDEO: Ele revela que não reverenciará Temer. Antes ou depois do Mundial.

Por Luzia de Sousa

28/01/2018 às 12h54 • atualizado em 27/01/2018 às 17h55

Bastaram 16 jogos. E ele transformou toda a apreensão, o medo. Das ‘eliminatórias mais difíceis de todos os tempos’, o torneio se tornou um passeio, uma brincadeira para a Seleção.

Da sexta colocação, nas mãos trêmulas, titubeantes de Dunga, à liderança absoluta, classificação antecipada.

Ele resgatou a confiança de um país, que viveu o maior vexame da história do seu futebol, a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na Copa de 2014.

Transformou a humilhação em confiança.

A cinco meses da estreia do Brasil na Copa do Mundo, Adenor Leonardo Bachi, deu uma longa entrevista exclusiva ao R7.

Na sede da CBF, no seu escritório, Tite demonstrou que tem tudo sob controle. Tem a confiança de que a Seleção irá para a Rússia preparada. Pronta para conseguir o seu melhor desempenho.

“Não prometo título. Tenho certeza que o time estará mais do que pronto para um grande desempenho. Queria ter tido quatro anos, ter realizado todo o ciclo de preparação para uma Copa, como acreditei que faria. Mas consegui uma relação plena de confiança com o grupo de jogadores. Estaremos prontos para buscar o nosso melhor na Rússia. Tenho convicção.”

“É desumano cobrar do Neymar que o Brasil seja campeão. Como também é desumano cobrar do técnico, a conquista do título. O 7 a 1 me ensinou que o resultado será do trabalho em grupo. Com todos responsáveis pelo sucesso ou não. Nós já criamos esse espírito de cumplicidade.”

Felipão levou sua Seleção para homenagear FHC. Bêbado, Vampeta deu cambalhotas

“O Mundial que conquistei com o Corinthians me ensinou. Jogadores falavam que a estreia em uma competição desta importância é mais tenso do que a final. No começo, não acreditava. Mas vi no Japão, que é verdade. Estou muito preocupado com a nossa estreia na Copa contra a Suíça.”

“Fiz questão do amistoso contra a Alemanha, no país deles, no estádio deles, com a torcida deles. Precisava psicologicamente desse jogo. Era um fantasminha que precisava tirar da Seleção Brasileira, depois do 7 a 1. E vamos mostrar todo nosso potencial. Sairemos mais fortes para a Copa do Mundo.”

A tradição começou em 1970. Com a Ditadura Militar usando os tricampeões mundiais

“Eu não vou para Brasília antes ou depois da Copa do Mundo. Já estou decidido. Nem se for campeão eu não vou”, revela, pela primeira vez, Tite. Não vai para não legitimar políticos que, há décadas, mantêm o país mergulhado no atraso, na corrupção, na vergonha.

Tite está disposto a quebrar uma tradição que vem desde a Ditadura Militar. Em 1970, o general Medici exigiu que o time de Zagallo fosse até Brasília com a Jules Rimet. Em 1994, foi a vez da Seleção de Parreira se submeter a Itamar Franco.

Em 2002, Felipão levou seu time pentacampeão do mundo para a bênção de Fernando Henrique Cardoso.

Tite não irá para Brasília posar ao lado do presidente com a taça, se o Brasil for campeão.

Nem mesmo passará na capital federal antes da Copa, como aconteceu com Dunga, que buscou o abraço de Lula, em 2010.

Dunga submeteu sua Seleção, em 2010, a Lula

Será o seu protesto individual.

Seja qual for o presidente da CBF.

Adenor Leonardo Bachi não pisará em Brasília.

“Nem antes ou depois da Copa.”

Tite se cansou das mazelas que os políticos impõem aos brasileiros.

E resolveu reagir.

O treinador é um homem digno.

Esta promessa ele fez, pela primeira vez, aqui.

Ao R7…

R7

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