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Celeiro de craques, bairro de Campina é destaque na formação de jogadores

Inspirados em Hulk e Marcelinho Paraíba, crianças e adolescentes do Zepa, como é mais conhecido o José Pinheiro, enxergam o futebol como opção para garantir ascensão da vida em periferia

Por Globo Esporte PB

25/02/2018 às 08h00 • atualizado em 24/02/2018 às 16h48

Circuito Zepa (Foto: Reprodução/TV Paraíba)

O sonho de ser jogador de futebol é o roteiro perfeito para os meninos que nascem em lugares marginalizados socialmente e buscam algum tipo de ascensão meteórica como os grandes craques da bola que estrelam as telinhas, estampam camisas e ocupam parte do coração de inúmeros torcedores que gritam seus nomes nos quatro cantos dos estádios. Espalhados pelo Brasil e pelo mundo, cada um à sua maneira, meninos jogam como quem brinca e tentam driblar as dificuldades visando o sonho maior.

No bairro do José Pinheiro, em Campina Grande, não seria diferente. O bairro é um celeiro de craques. Hulk e Marcelinho Paraíba são os dois maiores nomes formados nos campos de terra do bairro.

O Zepa, como é carinhosamente chamado pela sua população, é considerado o quarto maior bairro da cidade e também um dos mais violentos. Além de meio para mudar de vida, o esporte surge como uma possibilidade de fugir do mundo da criminalidade. Familiares e professores de escolinhas se empenham em transformar os sonhos dos pequenos em realidade. É o caso do professor Leonildo Dias, da Escolinha Alvorada, que viu o futebol como uma ferramenta simples e eficiente para atrair a garotada e mantê-los longe das estatísticas sangrentas. O professor garimpa talentos na Zona Leste há 15 anos e tenta explicar por qual razão tantos craques surgem no bairro.

– Eu acho que é a falta de oportunidade. Os jogadores de maior qualidade, hoje em dia, ou se tornam um jogador no futuro são os mais carentes que procuram no futebol uma chance de ajudar a família – avaliou professor Leonildo Dias.

Circuito Zepa (Foto: Reprodução/TV Paraíba)

O roteiro já é conhecido e marca a história da maioria dos jogadores profissionais em todas as eras do futebol profissional. Foi assim com Marcelinho Paraíba, um dos jogadores mais conhecidos que foi revelado no bairro.

– A gente vivia jogando bola descalço junto com os amigos. Foi ali que aprendi a jogar futebol. Quando a gente é muito pobre, a única diversão nossa é jogar bola e é por isso que se cria muitos jogadores de futebol na periferia (Marcelinho Paraíba)
Além do camisa 10 trezeano – e de Hulk, camisa 10 do Shanghai SIPG -, do chão de terra nos campinhos e das ruas do José Pinheiro brotaram também o lateral Aderlan, que está no América-MG, Edson Paraíba, que defende a camisa do Feirense de Portugal, Jeferson Miller, atualmente no ABC, e a lista tende a crescer. Brendo Neves está seguindo os caminhos dos antecessores. Aos 17 anos, ele é jogador da base do Londrina.

Além do futebol, o amor pelo Zepa une as gerações.

– A gente nunca pode esquecer as origens – revela, sorrindo, Brendo, futuro Brendo Paraíba.

É nas dificuldades que o futebol se mantém vivo, seja nos campos de terra, nas quadras públicas, nas ruas e vielas, como uma luz para a garotada driblar as dificuldades e marcar um golaço com a sua prática desportiva. Crianças e adolescentes do bairro se inspiram nos craques para ter fôlego de correr atrás de seu sonho e ser um dia astros internacionais e vestir a camisa canarinha da Seleção Brasileira.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/pb/noticia/celeiro-de-craques-bairro-de-campina-e-destaque-na-formacao-de-jogadores.ghtml

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