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Fla respira clima político e tenta evitar crise precoce em dia de ‘decisão’ na Libertadores

Só a vitória evitaria que a crise, concentrada na figura do presidente Eduardo Bandeira de Mello, ganhe maiores proporções, e recaia sobre os profissionais.

Por Extra

14/03/2018 às 09h25

Carpegiani confirma Ribeiro e deve ter Diego como capitão novamente Foto: Divulgação

Embora o retrospecto não anime, voltar a disputar a Libertadores fora de casa hoje é melhor para o Flamengo, que pega o Emelec, às 21h45, no Equador. Por conta do desempenho abaixo do esperado da equipe até aqui, o futebol do clube respira de forma precoce o clima político em ano de eleição. Só a vitória evitaria que a crise, concentrada na figura do presidente Eduardo Bandeira de Mello, ganhe maiores proporções, e recaia sobre os profissionais.

Depois de ser eliminado ano passado sem vencer como visitante, o técnico Carpegiani não fez mistério e confirmou uma equipe ofensiva, e vai manter Everton Ribeiro e deixar Arão como opção. A formação é exatamente a que ainda não emplacou na temporada, mas a quem mais foi treinada e a mais técnica, experiente e ofensiva.

— Confio na minha equipe. A preocupação é jogar em função do gol, espero que o time se imponha — pediu o treinador, desde o CT do Barcelona (EQU.)

A cobrança por resultados e atuações convincentes transborda os muros do Ninho do Urubu desde a estreia com empate diante do River Plate. Na Gávea, grupos de oposição concentram forças para a definição de Bandeira sobre as pretensões políticas fora do clube, que atrapalham ainda mais o futebol. Nesse contexto, o presidente se isolou e não ouve mais o Conselho Diretor, formado por vice-presidentes.

Sócios também cobraram transparência de Bandeira e do diretor-geral, Fred Luz, que não confirmam que podem concorrer à eleição de outro no Brasil. No futebol, o executivo Rodrigo Caetano também é pressionado, e se garante na evolução do trabalho, mesmo que sem resultado expressivo.

Além de se superar para apresentar o desempenho esperado para um elenco de peso, o Flamengo precisa deixar de lado um retrospecto assustador nos jogos fora de casa na Libertadores. Sem nenhum ponto na eliminação do ano passado, o clube tem apenas três vitórias nos últimos dez anos de torneio.

O Emelec, adversário de hoje, está entre os três clubes batidos em seus domínios, em 2014, última vez em que o Flamengo venceu como visitante. As outras vitórias longe do Rio foram sobre Cienciano-PER (2008) e Caracas-VEN (2010). Normalmente as quedas eram atribuídas a times fracos ou questões emocionais.

Agora, a pressão para reverter a estreia decepcionante é ainda maior. O empate com o River Plate obriga o Flamengo a dar a volta por cima e compensar os dois pontos perdidos no Rio. A boa notícia é que todos do grupo 4 estão com um ponto. Portanto, a vitória pode levar o time à liderança na tabela.

— Os jogos são difíceis dentro e fora de casa. Agora temos um confronto contra uma boa equipe, um grupo difícil e que temos ambição de vencer — disse o técnico, incomodado em prever uma recuperação do Flamengo.

Fonte: https://extra.globo.com/esporte/flamengo/fla-respira-clima-politico-tenta-evitar-crise-precoce-em-dia-de-decisao-na-libertadores-22486540.html

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