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FPF pede quebra do sigilo dos autos da Operação Cartola para se defender

Peça acusa delegado Lucas Sá de compartilhar informações inexistentes que acabam prejudicando a entidade.

Por Globo Esporte PB

15/04/2018 às 08h00 • atualizado em 14/04/2018 às 17h21

Eduardo Araújo, advogado da Federação Paraibana de Futebol (FPF), defende quebra do sigilo para que FPF possa se defender de acusações. (Foto: Reprodução / TV Cabo Branco)

A Federação Paraibana de Futebol (FPF) pediu a quebra do sigilo que protege os autos da Operação Cartola, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público para investigar possíveis atos de corrupção no futebol paraibano. A peça encaminhada para a 4ª Vara Criminal defende que o sigilo impede que os interesses da Federação sejam defendidos perante a sociedade. O advogado Eduardo Araújo, que assina o pedido, acredita que os caminhos da investigação com o sigilo acabam afetando a credibilidade da instituição.

O posicionamento da entidade toma como base as suposições geradas com as informações passadas pelo delegado Lucas Sá sobre a investigação da operação policial que investiga a formação de uma suposta organização na manipulação de resultados do futebol paraibano profissional. Na opinião da defesa da FPF, o sigilo impede que a entidade prove que não está envolvida na suposta organização.

– Como advogados, nós temos acesso à peça, mas não podemos mostrar para a imprensa e nem para a sociedade. Com o sigilo da peça, nós não podemos nos defender das acusações sobre o envolvimento da Federação. E nós sabemos que a entidade não participa dessa organização investigada, mas não podemos nos defender – declarou o advogado Eduardo Araújo.

O documento encaminhado para a 4ª Vara Criminal paraibana, na comarca de João Pessoa, esclarece que a Federação e os demais órgãos e clubes investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público são dotados de autonomia e ainda traz posicionamentos fortes contra o delegado Lucas Sá, que está à frente da investigação.

– A forma com que o delegado passa informações para a imprensa sem apresentar dados concretos acaba criando uma suposição de que a Federação está envolvida neste caso e acaba afetando a nossa credibilidade. Principalmente no momento em que nós vivemos conseguindo patrocínios para o futebol paraibano – falou o advogado.

A Operação Cartola investiga a Federação Paraibana de Futebol (FPF), o Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB), a Comissão Estadual de Arbitragem do Futebol da Paraíba (Ceaf-PB), clubes paraibanos e seus respectivos dirigentes em uma suposta organização que manipula resultados no futebol profissional desde 2011. Ao todo, 80 nomes estão sendo investigados pela operação.

A reportagem tentou entrar em contato com o delegado Lucas Sá para saber o que ele acha do posicionamento da Federação, mas as ligações não foram atendidas.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/pb/noticia/fpf-pede-quebra-do-sigilo-dos-autos-da-operacao-cartola-para-se-defender.ghtml

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