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Não é só o Belo! Polícia tem provas de que outros clubes manipularam resultados

Delegado da Polícia Civil, Lucas Sá garante já ter evidências de que não é apenas o Botafogo-PB que está envolvido diretamente no esquema de corrupção que manipula o Campeonato Paraibano

Por Globo Esporte PB

19/04/2018 às 10h04

Lucas Sá, delegado da Polícia Civil, que está à frente da Operação Cartola (Foto: Reprodução / TV Cabo Branco)

“A casa de muita gente vai cair!”. A declaração – forte – é do delegado Lucas Sá, da Polícia Civil, que está à frente da Operação Cartola nas investigações sobre um suposto esquema de corrupção no futebol paraibano. Esquema que, de acordo com as falas do delegado, passa cada vez mais de suposição a realidade. Em entrevista ao GloboEsporte.com na manhã desta quarta-feira, Lucas Sá garantiu que já tem provas contundentes contra alguns clubes, e não apenas contra o Botafogo-PB – no último fim de semana, o próprio delegado revelou a uma equipe do Fantástico três jogos sobre os quais há evidências de que o Belo foi deliberadamente beneficiado no Campeonato Paraibano deste ano.

A operação encabeçada pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, investiga clubes, dirigentes e árbitros do futebol paraibano, sobre possíveis manipulações de resultados nas últimas oito edições do Campeonato Paraibano da 1ª divisão. No último domingo, o Fantástico veiculou uma matéria na qual a polícia revela três jogos em que o Botafogo-PB teve participação direta na escolha dos árbitros para conseguir os resultados que lhe interessavam. Mas o próprio Lucas Sá garante já ter provas de que há outros clubes – não apenas o Belo – que também estão envolvidos neste esquema.

– Temos muitas provas sim. Não apenas do Botafogo. Temos provas concretas de atuação de outros clubes. Mas não divulgamos detalhes de ninguém (nem do Botafogo) – garantiu Lucas Sá.
O delegado completa a informação, reforçando a importância de que essas evidências não se tornem públicas por enquanto.

– Em momento algum falamos nomes de pessoas ou clubes. Assim que o sigilo for retirado, divulgaremos todos os detalhes. Antes disso não tem como.

As partidas do Paraibano deste ano que a polícia listou na semana passada como sendo três nas quais houve interferência direta de dirigentes – e que foram citadas na matéria do Fantástico, no último domingo – foram as seguintes: Botafogo-PB 3 x 3 CSP, pela sétima rodada da primeira fase; Nacional de Patos 0 x 2 CSP, pela nona rodada; e Botafogo-PB 3 x 1 Sousa, pela repescagem para as semifinais.

Por conta do sigilo nas investigações, o delegado Lucas Sá não deu detalhes sobre como teria havido a manipulação nesses resultados. Mas revelou, por exemplo, que dirigentes do Botafogo-PB pressionaram o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol da Paraíba (Ceaf-PB), José Renato, para que não fossem mencionados na súmula da partida contra o CSP os atos de vandalismo da torcida botafoguense. E isso, de fato, não foi feito, apesar de o árbitro daquele jogo, Francisco Santiago, ainda no campo, ter dito que registararia o comportamento dos torcedores alvinegros. Além disso, Lucas Sá também já havia confirmado que o sorteio de árbitros para os jogos do Paraibano são forjados para atender aos interesses dos dirigentes.

– Esse sorteio, na verdade, é um mero teatro. O que é sorteado ali está atendendo diretamente aos pedidos dos dirigentes – comentou Lucas Sá em entrevista à equipe do Fantástico, na ocasião.

Sobre os demais clubes contra os quais a polícia já tem provas, o delegado foi evasivo, justamente para manter o sigilo nas investigações. Ele não citou nomes – nem de clubes, nem de dirigentes -, mas está convicto de que o fim da operação vai desmacarar muita gente.

– Não fazem ideia do que temos. Mas a verdade vai prevalecer – cravou Lucas Sá.

A Operação Cartola foi deflagrada na segunda-feira da semana passada, um dia depois de o Botafogo-PB vencer o Campinense no Almeidão e conquistar o título do Campeonato Paraibano de 2018. Em meio às investigações, 39 mandados de busca e apreensão foram cumpridos – em sedes de clubes, da FPF, do TJDF-PB e em casas de dirigentes – e cerca de 80 pessoas estão sob investigação, incluídos aí dirigentes, árbitros e também a ex-presidente da Federação, Rosilene Gomes.

Fonte: Globo Esporte PB - https://globoesporte.globo.com/pb/futebol/campeonato-paraibano/noticia/nao-e-so-o-belo-policia-ja-tem-provas-que-outros-clubes-manipularam-resultados.ghtml

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