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Em áudio gravado pela Polícia, dirigente do Botafogo-PB admite: “Trabalhar para evitar prisão”

Sem saber que estava sendo gravado, Breno Morais diz que prioridade é "tirar os elementos da prisão". Polícia acredita que vice-presidente do Botafogo-PB teve informações privilegiadas

Por Globo Esporte PB

16/05/2018 às 09h32 • atualizado em 16/05/2018 às 09h33

Foto: Reprodução / TV Cabo Branco

O vice-presidente de futebol do Botafogo-PB, Breno Morais, um dos alvos da operação que investiga o futebol paraibano, preferiu o silêncio em depoimento à Polícia. Ele também não tem se manifestado sobre o assunto desde que a operação foi deflagrada, no dia 9 de abril. Mas não conseguiu se livrar das escutas telefônicas.

Em conversa monitorada pela Polícia, o dirigente botafoguense revela o medo com uma possível prisão. A redação teve acesso à transcrição da escuta telefônica, em documento que faz parte do processo.

“Meu objetivo é… Primeiro objetivo é livrar a prisão, né? Seja de uma forma, seja de outra, é o primeiro objetivo, né? E depois vai vir (inaudível), mas vai ser um processo. O desgaste maior tanto pessoal, quanto profissional, é a prisão” (Breno Morais)

Breno Morais, Operação Cartola, Botafogo-PB (Foto: Reprodução / TV Cabo Branco)

Em outro trecho, Breno chega a sugerir uma estratégia para tentar se livrar, o que para a Polícia se trata de uma informação privilegiada.

“Na minha opinião de leigo, só tem uma forma (de livrar a prisão). Se você tiver informação, você pode não tá no local esperado pelas pessoas e negociar uma apresentação. É o que eu penso. Agora, mais do que isso, eu fico escutando, né?”

Trecho de um dos relatórios da Polícia Civil (Foto: Reprodução / Polícia Civil)

O vice-presidente do Botafogo-PB se mostra resignado com o andamento das investigações e lembra que a juíza ainda não havia apreciado, na época do telefonema, o pedido de prisão.

“Meu objetivo é… O que posso fazer? Porque o inquérito existe, o pedido (de prisão) existe. Nós recebemos uma informação que depois não se confirmou mais, que foi a informação que a juíza tinha negado (o pedido de prisão). Mas a juíza não negou, a juíza não apreciou, que é diferente”

Vale lembrar que a escuta telefônica foi feita no dia 12 de abril, ou seja, três dias depois que a operação que investiga o futebol paraibano foi deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

O mais interessante é que a escuta telefônica sequer aconteceu na conversa em si, que seria com o ex-presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, José Renato Soares. A captura do áudio foi feita momentos antes de a ligação ser completada – o que é possível mesmo sem ser atendida pelo interlocutor.

A reportagem tentou entrar em contato com Breno Morais, sem sucesso.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/pb/futebol/noticia/em-audio-gravado-pela-policia-dirigente-do-belo-admite-trabalhar-para-evitar-prisao.ghtml

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