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Cássio pede diálogo para greves em universidades da Paraíba

O senador lamentou a paralisação das aulas na Universidade Estadual da Paraíba

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09/09/2015 às 18h33

Cássio negou emenda de R$ 1 milhão para MT

Em discurso que não poupou a omissão do governo federal e incluiu o descaso do governo da Paraíba, o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), levou ao plenário, nesta quarta (09), a greve das universidades que se arrasta há quase seis meses pelo país. O senador lamentou a paralisação das aulas na Universidade Estadual da Paraíba, da Universidade Federal de Campina Grande, da Universidade Federal da Paraíba e dos institutos técnicos de educação, no caso, o Instituto Federal de Educação.

Cássio afirmou que “os funcionários da UEPB já estão em greve há quase seis meses. Os professores também, um pouco mais recentemente, paralisaram suas atividades, o que deixa aproximadamente 24 mil estudantes sem aula e sem perspectiva de retomada das aulas”.

“Há um contingente extraordinário de estudantes que são tratados com descaso, com desrespeito, porque, por trás de cada estudante, há um projeto de vida, um sonho, uma expectativa, uma esperança de um futuro melhor, com muitos deles vivendo em outras cidades, em outros Estados, tendo despesas altíssimas para as suas respectivas manutenções”- alertou.

Autonomia da UEPB – O senador destacou a Lei de Autonomia da UEPB, assinada em 2004, como uma das grandes conquistas do seu governo. “Quando governador, um dos mais importantes avanços que consegui implementar no Estado da Paraíba com relação à educação foi, sem dúvida, a Lei da Autonomia da UEPB, que garantiu uma transformação extraordinária na realidade da nossa universidade, que passou a ter um patamar completamente diferente do que possuía no passado, com a expansão dos campi para as cidades do Sertão e do Cariri paraibano, com a introdução de mestrados e doutorados e, naturalmente, com a possibilidade de um melhor trabalho na pesquisa, na extensão, além, óbvio, de uma mais justa remuneração para funcionários e professores”.

Em tom de crítica à falta de diálogo do atual governo, Cássio lembrou que nunca houve greve na UEPB enquanto ele governou a Paraíba.

“Durante todo o período em que fui governador, não se registrou uma única greve na UEPB, porque havia, além dos avanços da Lei da Autonomia, um ambiente próprio de negociação, de diálogo constante, de parceria efetiva, de uma ação voltada para o fortalecimento da nossa universidade estadual, inclusive com a expansão de muitos cursos em licenciatura, porque o nosso objetivo era permitir que novas licenciaturas fossem abertas na universidade, a fim de formar professores, que poderiam participar dos concursos públicos realizados pelo nosso Estado, pelo nosso governo, suplementando a carência, sobretudo no ensino médio, de professores de Física, Química, Matemática e Biologia, o que, ainda hoje, se constitui num desafio importante da educação em nosso País”.

Sociedade anestesiada – Cássio Cunha Lima se disse abismado com a letargia, que ele chamou de ‘anestesia’, da sociedade: “Diante de um país com crise tão profunda na economia, na política, a crise do Lava Jato, com todos os escândalos no campo ético, há uma sociedade quase que anestesiada, infelizmente, diante da gravidade de conviver ao mesmo tempo, no mesmo instante, com três greves, atingindo as universidades públicas do Estado da Paraíba”.

O senador voltou a pedir diálogo para a solução do problema.

“O apelo que faço neste instante é para que nós possamos ter diálogo na busca da solução dos problemas. A partir desse diálogo, do entendimento, da negociação, que essas greves possam ser encerradas, as aulas sejam retomadas e esses alunos não sejam penalizados ainda mais do que já foram até aqui.”

“São vidas, vidas de jovens que têm o seu futuro ceifado parcialmente, que comprometem projeções que foram feitas ao longo do tempo e para os quais é preciso buscar uma solução urgente, porque não é possível que milhares e milhares de estudantes continuem meses e meses a fio sem nenhuma perspectiva de retorno às aulas, diante da indiferença, da omissão, do descaso, dos ouvidos surdos do governo do Estado, que sequer abre um processo de negociação em discussão com a nossa UEPB” – disse Cássio.

Perseguição política – “É bem ao estilo do que vem acontecendo na Paraíba nesses últimos anos: uma postura arrogante, autoritária, perseguidora. Ainda hoje estamos tendo notícias. Todos os dias renovam-se as notícias de demissões feitas pelo governo do Estado por mera perseguição política: professores, médicos, funcionários de todos os cargos com 15, 25, 27 anos de serviço demitidos como se fizessem parte de uma realidade que o Brasil já aboliu há muito tempo, mas que, na Paraíba, ainda se faz viva e presente, lamentavelmente”.

Ao final, o líder do PSDB deu uma estocada no governo federal. Para ele, não há perspectiva de solução dos problemas porque o governo, cujo slogan – “aliás, slogan esse copiado da Argentina” – é Pátria Educadora, não tem feito absolutamente nada para reverter a situação caótica que as nossas universidades vem enfrentando. E disse que falava menos como líder do PSDB e mais como senador da Paraíba, e que fazia um apelo para que os estudantes sejam acudidos, e possam receber das autoridades governamentais a atenção que lhes têm sido negada.

“Precisamos garantir que os estudantes voltem à sala de aula e deem prosseguimento à construção dos seus próprios futuros” – finalizou.

Assessoria

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