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Deputados de CZ aprovam aumento de R$ 6 mil e debocham: Não há dinheiro suficiente para político

Já o governador determinou o corte no seu salário como exemplo das medidas de enxugamento dos gastos da máquina.

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27/01/2015 às 16h27

Enquanto a salário mínimo dos brasileiros aumentou pouco mais de R$ 50, que mal dá para trocar um botijão de gás, o salários dos deputados ganhou aumento de praticamente R$ 6 mil. Os deputados de Cajazeiras, Vituriano de Abreu (PSC) e José Aldemir (PEN) justificaram o reajuste do subsídio dado aos 36 parlamentares da Assembleia Legislativa da Paraíba, que a partir de fevereiro passam a ganhar R$ 25.322,00, um aumento de R$ 5.280,00 (26,3%). Segundo os parlamentares o aumento está previsto pela lei e deve ser encarado com normalidade. 

Em entrevista à imprensa estadual, o deputado Vituriano de Abreu, comparou a ‘diferença’ da vitória nas urnas ao ingresso no funcionalismo público através de concurso. Ele afirmou que para conquistar um cargo eletivo "é preciso gastar o que pode e o que não pode, diferente dos concursados". Na visão dele, "não existe dinheiro suficiente para cobrir a vida de um político”.

“Precisamos analisar como se chega na condição de parlamentar. Ninguém chega aqui não se desgastando e gastando o que pode e o que não pode. É diferente de outras posições que se chega às vezes por um concurso, que se chega por uma cota e ali fica com aquilo eternamente ordenado, sem dividir com ninguém. O dinheiro do político não pertence a ele praticamente. O político começa e termina sem nada”, disse.

Para José Aldemir a ampliação do salário faz parte de “um efeito cascata”. Ele analisa que é injusto o aumento quando comparado com o reajuste do salário mínimo, mas desculpou o acréscimo afirmando que é fruto de uma decisão do Congresso Nacional. “Não somos nós da Assembleia Legislativa que damos o aumento. É evidente que é originário do Congresso Nacional”, justificou. 

Assim como o salário dos deputados estaduais, o novo subsídio do governador Ricardo Coutinho (PSB) também foi publicado na semana passada no Diário Oficial do Governo do Estado. Contudo, o gestor anunciou que renunciará ao aumento. No sábado (24), ele determinou à Procuradoria- Geral do Estado a preparação de uma Medida Provisória para suspender os efeitos da lei que reajusta os salários dele, da vice-governadora Lígia Feliciano, e dos secretários.

A lei com o aumento dos salários do governador, da vice e dos secretários foi promulgada pela Assembleia Legislativa. Quem assina a promulgação não é o presidente da ALPB, Ricardo Marcelo (PEN), mas Trócolli Júnior (PMDB), 2º vice-presidente da atual mesa diretora. Com o reajuste, o salário do governador passou a ser de R$ 29.688,58. Já o salário da vice-governadora Lígia Feliciano ficou em R$ 23.750,86 e dos secretários de Estado no valor de R$ 22.266,00.

Para José Aldemir a renúncia do governador ao reajuste não passa de “proselitismo político”. “Eu pergunto à sociedade: a renúncia do aumento do salário do governador vai revolver o que na Paraíba?”, questionou o deputado em tom de ironia. 

O governador afirmou que determinou o corte no seu salário como exemplo das medidas de enxugamento dos gastos da máquina do estadual. Ricardo Coutinho alega crise financeira no estado por conta do corte dos recursos do Fundo de Participação do Estado (FPE), destinado à Paraíba. 

DIÁRIO DO SERTÃO com Assessoria

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