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Mulher acusada de matar em jogo sexual é absolvida

Após ser absolvida de assassinato, americana Amanda Knox deixa Itália. Promotoria italiana afirmou que vai recorrer da decisão que livrou estudante.

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04/10/2011 às 14h52

A estudante norte-americana Amanda Knox e sua família deixaram nesta terça-feira (4) a Itália, um dia depois de ela ter sido absolvida, pelo Tribunal de Apelação de Perugia, do assassinato da sua colega britânica Meredidh Kercher, após jogos sexuais em 2007.

Os Knox embarcaram do aeroporto de Roma para o Reino Unido, de onde pegariam outro voo para os EUA.

A família mora em Seattle.

Amanda, de 24 anos, não ficou no saguão do aeroporto. Segundo as autoridades locais, ela foi mantida em local reservado, para evitar tumultos. 

A absolvição ocorreu na véspera, revertendo a condenação a 26 anos que a estudante havia recebido em 2009, em um caso que chamou a atenção da mídia internacional pelas circunstâncias picantes e misteriosas e pela beleza da protagonista.

Segundo a promotoria, Meredith foi morta em uma festa regada a álcool, drogas e sexo.

O Tribunal de Apelação baseou-se principalmente no fato de que a pena foi baseada em um teste de DNA inadequado.

Ao ouvir a decisão que a tirou da cadeia, Amanda caiu no choro -uma postura bem diferente do ar de desafio que manteve durante todo o processo.

O italiano Rafaelle Sollecito, namorado de Amanda na época, também foi absolvido e libertado. Ele cumpria pena também em Perugia, mas em outra prisão.

Amanda
Amanda Knox sorri nesta terça-feira (4) no aeroporto de Roma (Foto: AP)

O tribunal confirmou a condenação por calúnia contra Knox por ter acusado falsamente o barman Patrick Lumumba pelo assassinato. Ela foi condenada a três anos de prisão por esse crime, uma pena que ela já cumpriu.

A promotoria italiana afirmou que vai recorrer da decisão na Corte de Cassações, principal tribunal de apelação da  Itália.

Arline, a mãe da vítima, afirmou que a família ainda está tentando "absorver" a notícia e que está com a sensação de ter "voltado à estaca zero" no caso. Mas ela disse que a luta para esclarecer o crime iria prosseguir.

Stephanie, irmã da vítima, disse que ainda aguarda a explicação por escrito da absolvição. "Aí poderemos entender por que eles foram absolvidos, e trabalhar para encontrar os responsáveis", afirmou. "Essa é a maior frustração — ainda não saber e saber que há por aí uma ou várias pessoas que fizeram isso."

Com a absolvição do ex-casal, o único condenado pelo crime ocorrido em 2007 fica sendo o traficante de drogas Rudy Guede, da Costa do Marfim.

Ele foi condenado a 16 anos de cadeia, em um processo separado, acusado de ter segurado a vítima durante o crime.

Mas a promotoria acredita que há mais pessoas envolvidas no crime.

Knox ainda não falou publicamente sobre o caso, mas, em uma carta dirigida a uma fundação ítalo-americana e divulgada pela agência Ansa, agradeceu aos que a apoiaram durante os quase quatro anos que permaneceu presa.

Parentes
Parentes de Amanda Knox embarcam nesta terça-feira (4) no aeroporto de Roma, na Itália (Foto: AP)

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