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Miséria: Na Paraíba, crianças comem ratos para não morrer de fome. Veja vídeo!

Uma família carente da cidade de Alagoa Grande foi alvo de comoção por mostrar seu drama nesta sexta-feira (03).

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04/07/2015 às 11h39

Uma família carente da cidade de Alagoa Grande foi alvo de comoção por mostrar seu drama nesta sexta-feira (03). O líder da família se matou por não aguentar as cobranças de dívidas que tinha por motivo de compra de alimentos. Agora que ele morreu, Arlinda Bento Tomáz, de 32 anos,, mãe de sete filhos passa uma necessidade ainda maior. Sozinha para cuidar dos filhos, viu dentre os pequenos uma solução para aliviar a fome de todos, caçar ratos para comer.

Os roedores são mortos, limpos e cozidos ou fritos para ser a proteína de uma das poucas refeições do dia. A família mora na comunidade conhecida por Barreira, no sítio Tambor, em Alagoa Grande. 

A falta não é apenas de comida, mas de água, esgotamento sanitário, moradia digna e expectativa de vida. Segundo a matriarca, a renda é vinda do bolsa família no valor de R$ 240 reais.

Indagada sobre ajuda da Prefeitura de Alagoa Grande, ou de algum órgão ligado ao governo, a mulher diz que não conhece ninguém de lá e que teve dificuldades para enterrar seu marido e um filho que morreu depois de nascer e não suportar a miséria da família.

O flagrante do drama familiar foi registrado pelo blogueiro Júlio Araújo, que foi até o local para obter informações sobre a ocorrência do suicídio do pai das crianças. Lá, ele viu crianças com ratos na mão e indagou o que era que os menores estavam fazendo. Foi quando foi informado de que os roedores estavam sendo tratados para alimentar o clã.

O outro lado
O prefeito da cidade de Alagoa Grande, Hildon Régis Navarro Filho (PR) informou que diante do problema, de conhecimento da gestão, vários setores de saúde e assistência social estiveram no local para tentar ajudar a família, que não é a única carente do município.

Segundo ele informou, foi sugerida, devida a gravidade do estado da família, que ela saísse do local e um aluguel social seria pago, em uma moradia na zona urbana, no entanto, a família teria recusado. Vários utensílios também teriam sido doados, mas não estariam na casa.

"Não cabe a mim julgar o que eles comem, e não apenas ao Poder Público ajudar. É possível que o motivo de não sairem do local seja cultural. Esse local é uma área de risco e que foi invadido por várias famílias há anos. Infelizmente o Programa Minha Casa, Minha Vida está paralisado, mas oferecemos aluguel social, mas não aceitaram. Não conseguimos controlar o que acontece. É lamentável", justificou o prefeito.

DIÁRIO DO SERTÃO com PBAgora e vídeo/fotos do portal AG1 Notícias

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