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Maria do Carmo

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Cultura carnavalesca da antiguidade aos tempos atuais

09/02/2018 às 16h35

As famosas festas realizadas na antiguidade tornaram-se o berço da cultura carnavalesca perpetuando até os dias atuais. Quando os povos antigos celebravam o fim do inverno, as colheitas e outros eventos; hoje são as  liberações de tensões de um ano de trabalho através de atitudes e gestos impactantes  nos quais ainda estão presentes  resquícios das manifestações festivas do mundo antigo denominadas na contemporaneidade de  folia  de momo.

A palavra carnaval originária do latim, “carnis levale” cujo significado é retirar a carne, nas as etimologias populares afirmam que a palavra vem da expressão do latim tardio “carne vale” – adeus a carne. No italiano “carne levare” enfim; todas  as variações de escrita e pronúncia consistem na abstinência da carne: ou seja, bebidas, festas e prazeres carnais vivenciados no período do carnaval de origem pagã.

Na antiga Babilônia, “Saceias” eram  uma festa na qual acontecia a inversão dos papéis sociais quando o prisioneiro assumia durante alguns dias a figura de rei, a outra era realizada pelo rei nos dias que acontecia o equinócio da primavera (período de comemoração do ano novo). Os rituais ocorriam no templo de Marduk onde o rei perdia suas emblemas de poder e era surrado frente à estátua  para mostrar a sua submissão do à divindade. As associações entre o carnaval e as orgias podem ainda se relacionarem às festas de origem Greco-romana como os bacanais (festas dionisíacas para os gregos) dedicadas ao deus do vinho “Baco”(ou marcadas pela embriaguez e pela entrega dos desejos da carne.

Em Roma, as Saturnálias ocorriam no solstício de inverno em dezembro e as Lupercálias em fevereiro que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações: tais festas  duravam dias com comidas, bebidas e danças tendo os escravos na condição de senhores  e estes se colocando no papel de escravos. Os carnavais medievais por volta do século XI no período fértil para a agricultura numa espécie de teatro os homens se fantasiavam de mulheres e saiam nas ruas e no campo durante a noite, incorporavam personagens habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos. Em Florença, canções foram criadas para acompanhar os desfiles que contavam ainda com os carros decorados – “os trionfi”.

O “entrudo” foi a primeira manifestação carnavalesca no período colonial brasileiro sendo de origem portuguesa e praticada pelos escravos. Surgiram depois os cordões e ranchos, as festas de salão os corsos e as escolas de samba depois afoxés, frevos, maracatus e marchinhas. O carnaval no Brasil é uma parte importante da cultura brasileira referendados pelos brasileiros como “Maior Espetáculo da Terra” principalmente através dos desfiles das escolas de samba no Rio, a animação do frevo em Recife e Olinda e o famoso carnaval de Salvador.

Em Olinda a imponência dos desfiles dos blocos como o “O Galo da Madrugada maior bloco do mundo denominado por Guinneses, ainda os bonecos gigantes surgidos em 1932 oficializando o sábado de Zé Pereira, a   Pitombeira fundado em 1947 e o Elefante de Olinda criado em 1945.O carnaval de Salvador apresenta os famosos trios elétricos ao som dos gêneros musicais baiano como:axé, samba reggae, frevo, merengue e outros ritmos puxam multidões nos  circuitos:Campo Grande – o mais tradicional, Barra – Ondina e Pelourinho.

A cidade de Cajazeiras na Paraíba se destaca com um dos melhores carnavais do alto sertão paraibano. Tendo no Corredor da Folia  um caldeirão de gêneros musicais, a Praça do Frevo relembrando as marchinhas dos carnavais de outrora, a praça do Rock enaltecendo a cultura musical internacional  e os majestosos desfiles de blocos distribuídos em todo período  da festa monesca cajazeirense. Assim, sai na avenida o Bloco dos Imprensados destacando os membros da imprensa local sem temáticas definidas a serem exaltadas, “Amélia Nunca Mais”  bloco  este que procura difundir as conquistas  e evolução da mentalidade feminina no sentido da valorização como mulher. Lembrando também do espírito de criativo, espontaneidade e irreverência do bloco do Índio homenageando os primeiros habitantes do Brasil.

O bloco das Virgens apresenta  características marcantes dos costumes tradicionais dos carnavais medievais quando os homens trajam – se de mulheres exibindo belas fantasias atraindo a atenção do público. Neste bloco há uma grande presença  dos  homens homoafetivos  contornando com brilho, beleza  e muito glamour as avenidas por onde o bloco desfila. O bloco Dindim do Cajá tem como público-alvo as crianças que através de sua inocência manifestam a alegria  e homenageiam os fundadores  de cajazeiras cujo fruto  nome é o mesmo da cidade. Como também o colorido e a mesclagem de todas as tendências carnavalescas do Bloco Cafuçu, originário da capital – João Pessoa com representações na cidade de Cajazeiras cujos foliões  usam fantasias extremamente bregas produzindo o tom engraçado e as marchinhas de carnaval  próprio axé music animam os participantes e alegram os admiradores do bloco por onde passa.

Professora Maria do Carmo de Santana

Cajazeiras – Fevereiro de 2018

Maria do Carmo

Maria do Carmo

Professora da Rede Estadual de Ensino em Cajazeiras. Licenciatura em Letras pela UFCG CAMPUS Cajazeiras e pós-graduação em psicopedagogia pela FIP.

Contato: profmariadocarmosantana@gmail.com

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Maria do Carmo

Maria do Carmo

Professora da Rede Estadual de Ensino em Cajazeiras. Licenciatura em Letras pela UFCG CAMPUS Cajazeiras e pós-graduação em psicopedagogia pela FIP.

Contato: profmariadocarmosantana@gmail.com