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José Anchieta

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O agravamento da crise hídrica

09/12/2016 às 14h30

O Sertão da Paraíba começa a viver o pior momento da crise de água, que já vem se arrastando há cinco anos consecutivos, com graves prejuízos para as atividades agrícolas e pecuária e, principalmente, para o abastecimento das cidades. Na região, há comunidades que já enfrentam o problema do colapso no abastecimento, desde o ano passado, e vêm sendo abastecidas por carros-pipa.

A água no Sertão nordestino está cada vez mais difícil, porque os reservatórios não registraram recargas significativas, e estão com volumes críticos. O nosso açude Engenheiro Avidos (Boqueirão de Piranhas), por exemplo, está com o nível mais baixo de sua história, pouco mais de 5% de sua capacidade de reserva, deixando toda a população cajazeirense em estado de alerta, temendo um colapso total no abastecimento.

Esse cenário tem inquietado todos os segmentos da sociedade cajazeirense e sertaneja, que temem maiores problemas no abastecimento, se não chover o suficiente para uma nova recarga, logo nos primeiros meses do próximo ano. A preocupação aumentou ainda mais, ultimamente, depois das informações sobre atraso nos eixos das obras do São Francisco que vão trazer as águas para a região.

O senador Deca, por exemplo, foi muito claro e sincero, ao revelar informações obtidas junto às esferas administrativas sobre o projeto do São Francisco. Segundo revelou, essas águas só deverão chegar ao Sertão paraibano no final de 2017, em virtude de abandono de uma das empresas encarregadas nas obras.

Nos municípios sertanejos há muitos problemas de escassez de água, o que vem preocupando muito os prefeitos eleitos e reeleitos. O exemplo maior é do prefeito eleito de Cajazeiras, José Aldemir, que já vem mantendo entendimentos e anunciando estudos para desenvolver algumas ações paliativas de convivência com esse sério problema, a partir de janeiro. Uma delas é a perfuração de poços artesianos em comunidades rurais e em todos os bairros de Cajazeiras.

Essa ideia de perfuração de poços pode ser seguida por outros gestores, visando minimizar os graves problemas gerados pela falta de água. Gestões junto ao governo federal e ao governo estadual estão sendo feitas, no sentido de viabilizar parcerias para se desenvolver essas ações de convivência com a seca.

Pois bem, esse é o quadro real da situação hídrica em Cajazeiras e nos demais municípios sertanejos. Apesar das esperanças da volta dos invernos regulares, a partir do ano que vem, há, portanto, todo esse ambiente de inquietação.

Greve em Cajazeiras

Os servidores municipais de Cajazeiras deflagraram greve geral por tempo indeterminado, nessa quinta-feira (08), cobrando uma decisão da atual gestão em relação ao pagamento dos dois últimos meses do ano: novembro e dezembro. Até o momento, segundo reclamam, apesar dos muitos recursos que entraram nos cofres municipais durante o mês de novembro, não se tem nenhuma certeza sobre o pagamento dos salários, o que é muito preocupante.

José Anchieta


Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Sistema Diário de Comunicação.

José Anchieta

José Anchieta

Redator do Jornal Gazeta do Alto Piranhas, Radialista, Professor formado em Letras pela UFPB.

Contato: [email protected]

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José Anchieta

Redator do Jornal Gazeta do Alto Piranhas, Radialista, Professor formado em Letras pela UFPB.

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