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Heberth Melo

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Roberto Jefferson: Miliciano corrupto de Bolsonaro

14/08/2021 às 23h52 • atualizado em 14/08/2021 às 23h55

Coluna do professor Heberth Melo.

Por professor Heberth Melo

Do início em um programa popular televisivo à militância radical e defesa golpista contra instituições republicanas, Roberto Jefferson é uma mescla de adesões buscando sempre fisiologicamente aproximar-se do poder.

Em sua trajetória política, tem polêmicas sob os holofotes e também distante deles, defendeu em 1990 o então presidente Fernando Collor de Melo, no esquema de propinas que o levou ao impeachment. Anos depois foi responsável por detonar o esquema do mensalão, do qual fazia parte. Devido ao mensalão Jefferson amargou alguns anos no “xadrez”, mas não se afastou da política, emplacou a filha Cristiane Brasil como ministra do trabalho do governo Temer, onde o ajudou a colocar no poder através de um golpe, e, que não assumiu, ironicamente porque surgiu uma condenação por crime trabalhista contra dois motoristas, além de denúncias de corrupção e associação ao tráfico.

Roberto Jefferson é o típico político corrupto brasileiro, não tem bandeira, ideologia, nem paixão por causa alguma, o que ele realmente quer é estar no poder subsidiado por um dos partidos mais tradicionais da história política brasileira, o PTB, fundado por Getúlio Vargas. Jefferson desvirtuou os valores do velho partido e hoje busca uma única coisa, locupletar-se, enriquecer com o dinheiro público, independentemente de quem esteja no poder, eis o típico político fisiologista brasileiro, é na regra padrão, modelo que corrói a democracia brasileira. Corroborando com o que foi citado anteriormente, Cristiano Noronha, analista político, afirmou que: “O que a história tem mostrado é que ele (Roberto Jefferson) é capaz de se adequar a uma nova gestão, seja qual for. Quando Bolsonaro é eleito, numa tentativa de se reaproximar do poder, de ficar perto do governo, Jefferson passou a defender a agenda do governo e do presidente. O PTB foi sempre um partido que esteve rondando o poder. Nunca se distanciou definitivamente”.

Com o avanço da direita nas eleições de 2018, com o falso discurso conservador-liberal apontando o dedo e acusando a esquerda de comunistas, e de terem destruído o país, Roberto Jefferson escondeu que esteve na esquerda até 2006, quando denunciou o mensalão do PT, não por buscar a ética ou combate a corrupção, mas por querer receber mais e por barganhar mais espaço no poder. No Brasil dos “Jeffersons” e outros políticos que se dizem conservadores-liberais, não existem bandeiras, nem cores, nem ideias, o que existe é uma contínua tentativa de se manter no poder, iludindo o eleitor que não entende de política ou da política brasileira, mas adora ser enganado pelos velhos caciques da politicagem, que discursam com empáfia e falsas promessas. Jefferson foi defenestrado pelo ministro Alexandre de Mores por confundir liberdade de expressão e democracia, com crimes de opinião, difamação, ameaças as instituições e agressões à democracia. A nossa constituição cidadã de 1988 deixa muito claro para interpretação a diferença entre liberdade e crime, sustentar-se apenas em “opiniões pessoais” não constitui verdade, como de fato aconteceu com o negacionismo de Bolsonaro contra as vacinas, urnas eletrônicas e tantos outros impropérios e mentiras que foram engolidas quando a verdade chegou. Roberto Jefferson é um bandido profissional da república, um bandido de carteirinha, um aproveitador do sistema e um falastrão em um país que ainda busca motivos para justificar a própria democracia.

Só para provar a tese dos atos ilícitos do senhor Roberto Jefferson, num dos mais recentes vídeos nas redes sociais, Jefferson posa com pistolas e propõe invasão armada ao STF e ao Congresso em favor de Bolsonaro; 2 – Nos tempos em que era destacado integrante da tropa de choque de Collor, agiu de forma antirrepublicana contra o impeachment; 3 – Na sessão da Câmara dos Deputados na qual teve o mandato cassado, ameaçou os parlamentares; 4 – Em depoimento na CPI do Mensalão, apareceu com o olho roxo que atribuiu a um armário que teria caído sobre ele, em casa, especula-se que foi uma desavença política, agressão; 5 – No primeiro mandato como deputado federal, ainda com o “outfit” que exibia no programa popular da tevê, para iludir o povo.

Roberto Jefferson é a cara desse Brasil, que teima em ser corrupto, que adora bravatas e mentiras continuadas de políticos de carreira, de um Brasil que não saiu dos séculos XIX, XX e que continua a gerar aberrações, corrupção, desigualdade, e, ameaças a democracia através de golpes de poder, para manterem o status quo permanente de ilicitude e negociatas que atrasam o Brasil e destroem a esperança da população. Jefferson é o Bolsonaro que deu errado, Bolsonaro é o Roberto Jefferson que chegou ao poder através da corrupção, ambos são imagem e semelhança que por mistério do destino chegaram aonde chegaram, os dois enriqueceram, continuam jogando com o sistema e acreditam piamente que podem agredi-lo e burlá-lo impunimente. Roberto Jefferson já está na cadeia e Bolsonaro caminha a passos largos para tal.

Quem viver, verá…

Heberth Melo

Heberth Melo

Possui formação acadêmica em Direito pela UFCG e Letras pela UFPB. É docente no ensino superior, na Faculdade São Francisco da Paraíba, FASP, Especialista em Direito Civil, Direito Penal, Processual Penal e Criminologia. Mestre em Ciências da Educação Pela UTIC – PY e Mestrando pela UERN em Ciências Sociais e Humanas.

Contato: heberthmelobarros@hotmail.com

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Heberth Melo

Heberth Melo

Possui formação acadêmica em Direito pela UFCG e Letras pela UFPB. É docente no ensino superior, na Faculdade São Francisco da Paraíba, FASP, Especialista em Direito Civil, Direito Penal, Processual Penal e Criminologia. Mestre em Ciências da Educação Pela UTIC – PY e Mestrando pela UERN em Ciências Sociais e Humanas.

Contato: heberthmelobarros@hotmail.com

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